HASP - Hospital Adventista de São Paulo — Prova 2023
Primigesta, 22 anos, com idade gestacional de 37 semanas, vem em consulta no PS de obstetrícia, relatando que há dois dias apresenta quadro de perda de líquido por via vaginal em moderada quantidade. O pré-natal até o momento sem intercorrências, porém não trouxe o cartão de pré-natal. Refere presença de movimentos fetais. Ao exame: bom estado geral, ativa, contactuante, eupneica. Sinais vitais: pressão arterial 110/70 mmHg, frequência cardíaca 78 bpm, temperatura axilar 36,7°C. Exame cardíaco e respiratório sem alterações. Abdômen: gravídico, altura uterina 32 cm, batimentos cardíacos fetais 136 bpm, dinâmica uterina ausente, tônus uterino normal. Ao exame ginecológico especular observa-se saída de líquido vaginal claro pelo orifício externo do colo; toque colo grosso, posterior, pérvio para uma polpa justa, apresentação cefálica. Frente ao descrito qual a conduta?
RPMO a termo (>37 sem) → profilaxia EGB (Penicilina) + indução do parto.
Paciente com 37 semanas e rotura prematura de membranas (RPMO) deve receber profilaxia para Estreptococo do Grupo B (EGB) com penicilina cristalina e ter o parto induzido. A gestação já está a termo, e a conduta visa reduzir o risco de infecção materna (corioamnionite) e neonatal, sem necessidade de corticoide ou prolongamento da gestação.
A Rotura Prematura de Membranas Ovulares (RPMO) a termo, definida como a rotura das membranas amnióticas antes do início do trabalho de parto em gestações ≥ 37 semanas, é uma intercorrência obstétrica comum. Sua importância clínica reside no risco aumentado de infecção intra-amniótica (corioamnionite) e sepse neonatal, especialmente se o período de latência for prolongado. O diagnóstico é clínico, confirmado pela observação de líquido amniótico fluindo pelo colo uterino, teste de nitrazina positivo ou cristalografia em folha de samambaia. Uma vez confirmada a RPMO a termo, a conduta padrão é a indução do parto. Não há benefício em prolongar a gestação, e a espera aumenta o risco de infecção. Além da indução do parto, a profilaxia para Estreptococo do Grupo B (EGB) é mandatória, mesmo que o status de colonização da mãe seja desconhecido, devido ao risco de sepse neonatal. A penicilina cristalina é o antibiótico de escolha. Corticoides não são indicados em gestações a termo, pois não há benefício na maturação pulmonar e podem aumentar o risco de infecção.
A RPMO a termo é a rotura das membranas amnióticas antes do início do trabalho de parto, em gestações com 37 semanas ou mais de idade gestacional. É um evento comum que requer manejo adequado para evitar complicações.
A profilaxia para EGB é crucial na RPMO a termo para prevenir a transmissão vertical da bactéria para o recém-nascido, que pode causar sepse neonatal precoce. A rotura das membranas aumenta o risco de infecção ascendente.
A conduta recomendada para RPMO a termo é a indução do parto, geralmente com ocitocina, e a administração de profilaxia antibiótica para Estreptococo do Grupo B (EGB), preferencialmente com penicilina cristalina, para reduzir o risco de infecção materna e neonatal.
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