RPMO e CTG: Entenda as Desacelerações Fetais

UERJ/HUPE - Hospital Universitário Pedro Ernesto (RJ) — Prova 2023

Enunciado

Paciente GIIIPIIAI, com 37 semanas e 5 dias de gravidez, é admitida na emergência com queixa de perda líquida há duas horas. Refere hipertensão arterial crônica em uso de 750mg/dia de metildopa. Ao exame de admissão, apresenta metrossístoles 1/10’/35”, BCF de 144bpm, movimentação fetal ativa. Ao toque vaginal, observa-se colo posterior, 50% apagado, 2cm dilatado, cefálico, líquido tinto de mecônio. A imagem a seguir refere-se à cardiotocografia realizada na admissão:Nesse caso, a desaceleração encontrada no exame está relacionada à:

Alternativas

  1. A) hipertensão arterial crônica
  2. B) compressão do polo cefálico
  3. C) presença de líquido meconial
  4. D) rotura prematura de membranas ovulares

Pérola Clínica

RPMO → oligodramnia → compressão cordão umbilical → desaceleração variável na CTG.

Resumo-Chave

A rotura prematura de membranas ovulares (RPMO) leva à diminuição do volume de líquido amniótico (oligodramnia), o que aumenta o risco de compressão do cordão umbilical. Essa compressão é uma causa comum de desacelerações variáveis na cardiotocografia, indicando hipóxia fetal transitória.

Contexto Educacional

A rotura prematura de membranas ovulares (RPMO) é definida como a ruptura das membranas amnióticas antes do início do trabalho de parto. Sua incidência varia, mas é uma causa significativa de morbimortalidade perinatal, especialmente quando ocorre em idades gestacionais precoces. A identificação precoce e o manejo adequado são cruciais para otimizar os resultados maternos e fetais. A fisiopatologia da RPMO leva à diminuição do volume de líquido amniótico, uma condição conhecida como oligodramnia. A oligodramnia, por sua vez, aumenta a probabilidade de compressão do cordão umbilical, que se manifesta na cardiotocografia (CTG) como desacelerações variáveis. Essas desacelerações são caracterizadas por um início e término abruptos, variabilidade na forma e duração, e não possuem uma relação consistente com as contrações uterinas. O diagnóstico da RPMO é clínico, mas a CTG é fundamental para a avaliação do bem-estar fetal. O manejo da RPMO depende da idade gestacional e da presença de infecção. Em gestações a termo, a indução do parto é geralmente recomendada. Em gestações pré-termo, a conduta expectante com monitorização rigorosa, antibioticoterapia profilática e corticoesteroides para maturação pulmonar fetal são opções. A interpretação correta da CTG é vital para identificar sinais de sofrimento fetal e determinar a necessidade de intervenção imediata.

Perguntas Frequentes

Quais os sinais de rotura prematura de membranas ovulares?

Os sinais incluem perda líquida vaginal, que pode ser contínua ou intermitente, e pode ser confirmada por testes como o teste da nitrazina ou cristalografia.

Qual a importância da cardiotocografia na RPMO?

A CTG é crucial para monitorar o bem-estar fetal, identificando padrões de frequência cardíaca fetal e desacelerações que podem indicar compressão de cordão ou hipóxia.

Como a oligodramnia afeta o feto na RPMO?

A oligodramnia, resultante da perda de líquido amniótico, aumenta o risco de compressão do cordão umbilical, levando a desacelerações variáveis na CTG e potencial sofrimento fetal.

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