CEOQ - Centro Especializado Oftalmológico Queiroz (BA) — Prova 2020
Uma gestante de 32 semanas é internada em uma maternidade de alto risco com diagnóstico de amniorrexe prematura. A complicação que não é esperada nesse caso é:
Amniorrexe prematura (RPMO) → ↑ risco de infecção (corioamnionite), sofrimento fetal e compressão de cordão; DPP NÃO é complicação direta.
A rotura prematura de membranas (RPMO) é uma condição que predispõe a infecções ascendentes (corioamnionite), oligodramnia com consequente compressão de cordão umbilical e sofrimento fetal. O descolamento prematuro de placenta (DPP) é uma complicação da gestação que não está diretamente associada à RPMO, embora ambas possam ocorrer em gestações de alto risco.
A rotura prematura de membranas ovulares (RPMO) é definida como a rotura das membranas amnióticas antes do início do trabalho de parto. É uma condição comum, ocorrendo em cerca de 3% das gestações a termo e em 1% das gestações pré-termo, sendo responsável por aproximadamente um terço dos partos prematuros. A identificação e o manejo adequado da RPMO são cruciais para a saúde materno-fetal, especialmente em gestações pré-termo. A fisiopatologia da RPMO envolve múltiplos fatores, incluindo infecções cervicovaginais, deficiência de colágeno, tabagismo e gestação múltipla. As principais complicações maternas são a corioamnionite e o trabalho de parto prematuro, enquanto as fetais incluem prematuridade, sepse neonatal, compressão de cordão umbilical (devido à oligodramnia) e hipoplasia pulmonar (em casos de RPMO muito precoce e prolongada). O diagnóstico é clínico, confirmado por testes como o de nitrazina ou fern test. O tratamento da RPMO depende da idade gestacional. Em gestações pré-termo, o manejo conservador com antibioticoterapia para profilaxia de infecção e corticosteroides para maturação pulmonar é comum, monitorando sinais de infecção e bem-estar fetal. O descolamento prematuro de placenta (DPP) é uma condição distinta, caracterizada pela separação da placenta da parede uterina antes do parto, e não é uma complicação direta da RPMO, embora ambas exijam atenção em gestações de alto risco.
As principais complicações da amniorrexe prematura incluem corioamnionite (infecção intra-amniótica), sofrimento fetal devido à oligodramnia e compressão de cordão umbilical, e prematuridade.
Não, o descolamento prematuro de placenta (DPP) não é uma complicação direta da rotura prematura de membranas ovulares (RPMO). São condições distintas, embora ambas possam ocorrer em gestações de alto risco.
A amniorrexe prematura leva à perda de líquido amniótico, resultando em oligodramnia. Esta, por sua vez, aumenta o risco de compressão do cordão umbilical e hipoplasia pulmonar fetal, especialmente em idades gestacionais mais precoces.
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