Rotura Prematura de Membranas: Definição, Riscos e Manejo

Santa Casa de São Paulo - ISCMSP/FCMSCSP (SP) — Prova 2024

Enunciado

Sobre rotura prematura de membranas, analise as proposições abaixo e assinale (V) para Verdadeiro ou (F) para Falso.( ) É definida como ruptura espontânea das membranas (coriônica e amniótica), antes do início do trabalho de parto, e antes das 37 semanas de gestação.( ) É definida como ruptura espontânea das membranas (coriônica e amniótica), antes do início do trabalho de parto, independente da idade gestacional.( ) Fatores mecânicos, distensão uterina exacerbada, alteração da integridade cervical são fatores de risco.( ) Como complicações fetais, a hipoplasia pulmonar, prematuridade e infecção neonatal são as complicações mais importantes.( ) Diante do diagnóstico de ROPREMA, é obrigatório a resolução imediata da gestação, independente da idade gestacional. Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta.

Alternativas

  1. A) V / V / F / V / F
  2. B) V / F / F / F / V
  3. C) F / V / V / V / V
  4. D) F / V / V / V / F
  5. E) F / V / V / V / V

Pérola Clínica

RPM = ruptura de membranas antes do TP, independente da IG. RPMPT = RPM < 37 semanas. Manejo depende da IG e infecção.

Resumo-Chave

A Rotura Prematura de Membranas (RPM) é a ruptura das membranas antes do início do trabalho de parto, em qualquer idade gestacional. Se ocorrer antes de 37 semanas, é chamada de RPMPT. Fatores mecânicos e distensão uterina são riscos, e as principais complicações fetais incluem prematuridade, infecção e hipoplasia pulmonar. A conduta não é sempre a resolução imediata, mas sim individualizada conforme a idade gestacional e a presença de infecção.

Contexto Educacional

A rotura prematura de membranas (RPM) é uma condição obstétrica comum que pode ter implicações significativas para a mãe e o feto. É crucial distinguir a RPM da RPMPT, pois o manejo e os riscos associados variam conforme a idade gestacional. A compreensão dos fatores de risco, como infecções e distensão uterina, é fundamental para a prevenção e identificação precoce. As complicações fetais, como prematuridade e infecção, são as principais preocupações e guiam as decisões clínicas. O manejo da RPM é complexo e individualizado, não sendo sempre a resolução imediata da gestação, mas sim uma avaliação cuidadosa dos riscos e benefícios do manejo expectante versus a indução do parto, especialmente em gestações pré-termo. Residentes devem dominar esses conceitos para oferecer o melhor cuidado às gestantes.

Perguntas Frequentes

Qual a diferença entre Rotura Prematura de Membranas (RPM) e Rotura Prematura de Membranas Pré-termo (RPMPT)?

A RPM é a ruptura espontânea das membranas antes do início do trabalho de parto, independentemente da idade gestacional. A RPMPT é um subtipo de RPM que ocorre especificamente antes das 37 semanas de gestação, sendo uma condição de maior risco devido à prematuridade.

Quais são os principais fatores de risco para a Rotura Prematura de Membranas?

Os fatores de risco incluem infecções genitais (como vaginose bacteriana e infecções do trato urinário), distensão uterina excessiva (ex: polidrâmnio, gestação múltipla), incompetência istmocervical, sangramento vaginal no segundo e terceiro trimestres, tabagismo e história prévia de RPM.

Quais são as complicações fetais mais importantes da RPM e qual a conduta?

As complicações fetais mais importantes são prematuridade, infecção neonatal (sepse, pneumonia), hipoplasia pulmonar (especialmente em rupturas muito precoces e prolongadas) e deformidades musculoesqueléticas. A conduta depende da idade gestacional, presença de infecção e bem-estar fetal, podendo variar de manejo expectante com corticoide e antibiótico a resolução imediata da gestação.

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