UFMT/HUJM - Hospital Universitário Júlio Müller - Cuiabá (MT) — Prova 2015
Primigesta, com idade gestacional de 35 semanas, calculada por DUM e por ultrassonografia realizada com 9 semanas, procurou o HUJM com queixa de perda transvaginal de líquido há 24 horas. Ao exame físico, apresentava colo com 50% de apagamento, pérvio a uma polpa digital, apresentação cefálica insinuada e semdinâmica uterina. Foi realizada uma cardiotocografia que mostrou feto ativo e reativo. Nesse caso, a melhor conduta é:
RPMO 35 semanas com feto reativo → indução do parto + antibioticoterapia para prevenir infecção.
Em casos de rotura prematura de membranas (RPMO) em gestações a termo ou perto do termo (≥34 semanas), a conduta é a indução do parto para diminuir o risco de infecção materna e fetal. A antibioticoterapia é essencial para profilaxia de infecção e para cobrir Streptococcus agalactiae (GBS), caso o status seja desconhecido ou positivo.
A rotura prematura de membranas (RPMO) é definida como a ruptura das membranas amnióticas antes do início do trabalho de parto. Quando ocorre em gestações entre 34 e 36 semanas e 6 dias, é classificada como RPMO pré-termo tardia. Sua importância clínica reside no aumento do risco de infecção materna (corioamnionite) e fetal (sepse neonatal), além de outras complicações como prolapso de cordão e descolamento de placenta. É uma condição comum que exige manejo adequado para otimizar os desfechos maternos e neonatais. O diagnóstico é clínico, confirmado pela perda de líquido amniótico pela vagina. A avaliação da idade gestacional, vitalidade fetal (cardiotocografia) e presença de sinais de infecção são cruciais. A fisiopatologia envolve um desequilíbrio entre a força das membranas e as forças de cisalhamento, muitas vezes associado a infecções subclínicas. A conduta depende da idade gestacional; em gestações de 34 semanas ou mais, a indução do parto é a melhor opção, pois o risco de infecção supera os benefícios de prolongar a gestação. A cardiotocografia reativa indica bem-estar fetal, permitindo a indução. O tratamento envolve a indução do parto, geralmente com ocitocina, e a administração de antibioticoterapia profilática. Os corticoides para maturação pulmonar não são rotineiramente indicados após 34 semanas, a menos que haja risco iminente de parto em gestações mais jovens. O prognóstico é geralmente bom com manejo adequado, mas a vigilância para sinais de infecção é contínua. É fundamental que residentes compreendam a importância da avaliação rápida e da intervenção oportuna para prevenir complicações graves.
Os principais riscos da RPMO perto do termo incluem corioamnionite (infecção intra-amniótica), sepse neonatal, prolapso de cordão umbilical e descolamento prematuro de placenta. A infecção é a complicação mais temida e a principal razão para a intervenção.
A indução do parto é recomendada a partir de 34 semanas de gestação na RPMO para reduzir o risco de infecção materna e neonatal, sem aumentar significativamente as taxas de cesariana. A expectativa prolongada aumenta a morbidade infecciosa.
A antibioticoterapia na RPMO tem como objetivo principal a profilaxia contra infecções, especialmente contra o Streptococcus agalactiae (GBS), e a prevenção de corioamnionite. Ela deve ser iniciada prontamente para cobrir os patógenos mais comuns.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo