SGCH - Santa Genoveva Complexo Hospitalar (MG) — Prova 2015
Na conduta expectante da rotura prematura de membranas, entre 24 e 34 semanas de gestação, deve-se:
RPM 24-34 sem: conduta expectante, mas interromper se corioamnionite.
Na conduta expectante da RPM entre 24 e 34 semanas, o objetivo é prolongar a gestação para permitir a maturação pulmonar fetal, mas a presença de corioamnionite é uma indicação absoluta para a interrupção imediata, devido ao risco de sepse materna e fetal.
A rotura prematura de membranas (RPM) entre 24 e 34 semanas de gestação é uma condição obstétrica comum que exige uma abordagem cuidadosa. A conduta expectante é frequentemente adotada para permitir a maturação pulmonar fetal e reduzir a morbimortalidade neonatal associada à prematuridade extrema. Essa abordagem inclui a administração de corticoides para acelerar a maturação pulmonar, antibioticoterapia profilática para prolongar o período de latência e monitoramento rigoroso da mãe e do feto. No entanto, a conduta expectante possui contraindicações absolutas, sendo a corioamnionite a mais importante. A corioamnionite é uma infecção intra-amniótica que pode levar a sepse materna e fetal, com risco de vida para ambos. Sinais como febre materna, taquicardia materna e fetal, e dor uterina à palpação indicam a presença de infecção e exigem a interrupção imediata da gestação, independentemente da idade gestacional. Outras indicações para interrupção incluem sofrimento fetal, descolamento prematuro de placenta e sangramento ativo. O manejo da RPM requer um equilíbrio entre os riscos da prematuridade e os riscos da infecção, sendo crucial a vigilância constante e a tomada de decisão baseada em evidências para otimizar os resultados maternos e perinatais, garantindo a segurança da mãe e do feto.
Os pilares incluem a administração de corticoides para maturação pulmonar fetal, antibioticoterapia profilática para prolongar o período de latência e vigilância rigorosa para sinais de infecção (corioamnionite) ou sofrimento fetal, além de repouso.
A corioamnionite é uma infecção grave do líquido amniótico e membranas, que representa risco de sepse materna e fetal, com risco de vida para ambos. A interrupção da gestação é necessária para tratar a infecção e prevenir complicações graves como choque séptico.
Os sinais de corioamnionite incluem febre materna (>38°C), taquicardia materna, taquicardia fetal, dor uterina à palpação e, em alguns casos, secreção vaginal purulenta. A presença desses sinais exige avaliação e conduta imediata.
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