HPEV - Hospital Professor Edmundo Vasconcelos (SP) — Prova 2021
Gestante, 35 anos de idade, com 38 semanas e 2 dias de idade gestacional, referindo perda de líquido claro, via vaginal, há 6 horas, e diminuição da movimentação fetal. Passou a apresentar cólicas e enrijecimento abdominal intermitente há 2 horas. Qual deve ser a conduta?
Suspeita de RPMO/TP → Avaliar DU, exame especular, toque vaginal e CTG para conduta.
Diante de uma gestante a termo com suspeita de rotura prematura de membranas e possível início de trabalho de parto, a avaliação inicial deve focar na confirmação da rotura, na vitalidade fetal e na progressão do trabalho de parto. A dinâmica uterina, exame especular para visualização de líquido e toque vaginal para dilatação/apagamento são essenciais, complementados pela cardiotocografia.
A rotura prematura de membranas (RPMO) é a ruptura das membranas amnióticas antes do início do trabalho de parto. Quando ocorre a termo, como no caso apresentado, a principal preocupação é a confirmação do diagnóstico e a avaliação da vitalidade fetal e do início do trabalho de parto, pois a maioria das gestantes entrará em trabalho de parto espontaneamente em 24-48 horas. A conduta adequada visa minimizar riscos de infecção materna e fetal. A avaliação inicial de uma gestante com suspeita de RPMO e possível início de trabalho de parto deve ser sistemática. Inclui a avaliação da dinâmica uterina para identificar contrações, o exame especular para visualizar o líquido amniótico no fundo de saco vaginal e confirmar a rotura (teste de nitrazina ou fern test podem ser auxiliares), e o toque vaginal para avaliar a dilatação e o apagamento do colo. A cardiotocografia é fundamental para monitorar o bem-estar fetal e identificar qualquer sinal de sofrimento. O manejo subsequente dependerá da idade gestacional, da presença de infecção e da condição fetal. Em gestantes a termo, a indução do trabalho de parto é frequentemente considerada se o trabalho de parto não se iniciar espontaneamente em um período razoável, devido ao risco crescente de corioamnionite. A monitorização contínua e a avaliação clínica são cruciais para garantir um desfecho materno-fetal favorável.
Os sinais incluem a perda de líquido claro via vaginal, que pode ser contínua ou intermitente, e que não se confunde com urina ou corrimento vaginal.
A cardiotocografia avalia a vitalidade fetal, identificando padrões de sofrimento fetal que podem indicar a necessidade de intervenção imediata, como desacelerações ou variabilidade reduzida.
O toque vaginal permite avaliar a dilatação e o apagamento do colo uterino, indicando a progressão do trabalho de parto, além de verificar a apresentação fetal e sua altura.
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