Rotura Prematura de Membranas: Complicações e Manejo

IAMSPE/HSPE - Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público - Hospital do Servidor (SP) — Prova 2024

Enunciado

A rotura prematura de membranas (RPM) é uma complicação obstétrica com riscos fetais, maternos e para o recém-nascido. Pode ocorrer em gestações de termo ou prétermo. Nesse sentido, sobre a RPM é correto afirmar que

Alternativas

  1. A) estudos demostram evidências para recomendar a triagem e o tratamento da vaginose bacteriana e da tricomoníase, em gestantes de risco habitual, com o objetivo de prevenção da rotura prematura de membranas (RPM).
  2. B) a RPM é uma contraindicação absoluta para tocólise, independentemente da idade gestacional.
  3. C) o oligoâmnio grave e prolongado, em pacientes com RPM, eleva o risco de deformidades fetais e síndrome da banda amniótica.
  4. D) não se deve administrar corticoide em casos de RPM, mesmo nas gestações entre 26 e 34 semanas pelo risco de infecção.
  5. E) o uso de misoprostol está contraindicado na indução do parto pelo risco de infecção.

Pérola Clínica

RPM + oligoâmnio grave e prolongado → ↑ risco deformidades fetais e síndrome da banda amniótica.

Resumo-Chave

O oligoâmnio severo e persistente após a RPM, especialmente em idades gestacionais precoces, pode levar a sequelas significativas devido à compressão fetal e à falta de líquido amniótico para o desenvolvimento pulmonar e musculoesquelético.

Contexto Educacional

A Rotura Prematura de Membranas (RPM) é uma complicação obstétrica comum, definida pela ruptura das membranas amnióticas antes do início do trabalho de parto. Pode ocorrer em qualquer idade gestacional, sendo mais grave quando pré-termo, devido aos riscos de prematuridade, infecção intra-amniótica e compressão fetal. A incidência varia, mas é uma das principais causas de parto pré-termo. A fisiopatologia da RPM envolve um desequilíbrio entre a força das membranas e as forças de cisalhamento, muitas vezes associado a infecções cervicovaginais, polidrâmnio ou incompetência istmocervical. O diagnóstico é clínico, confirmado por testes como o teste de nitrazina ou fern. A suspeita deve ser alta em qualquer gestante com perda de líquido vaginal. O manejo da RPM depende da idade gestacional. Em gestações pré-termo, o objetivo é prolongar a gestação para permitir a maturação fetal, com uso de corticoides e antibióticos profiláticos, monitorando sinais de infecção. A presença de oligoâmnio grave e prolongado é uma complicação séria, elevando o risco de hipoplasia pulmonar, deformidades musculoesqueléticas e síndrome da banda amniótica, sendo um ponto crítico na avaliação do prognóstico fetal.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais riscos do oligoâmnio prolongado na RPM?

O oligoâmnio prolongado na RPM, especialmente em gestações pré-termo, aumenta o risco de deformidades fetais por compressão, hipoplasia pulmonar e síndrome da banda amniótica.

Quando a tocólise é considerada em casos de RPM?

A tocólise é geralmente contraindicada na RPM, mas pode ser considerada por um período curto (até 48 horas) em gestações pré-termo para permitir a administração de corticoides para maturação pulmonar fetal.

Qual o papel dos corticoides na RPM pré-termo?

Corticoides são administrados em gestações entre 24 e 34 semanas com RPM para acelerar a maturação pulmonar fetal e reduzir o risco de síndrome do desconforto respiratório neonatal, mesmo com risco de infecção.

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