HMMG - Hospital e Maternidade Municipal de Guarulhos (SP) — Prova 2020
Em uma gestante com idade gestacional de 31 semanas, com perda de líquido amniótico via vaginal, ultrassom evidenciando Índice de Líquido Amniótico de 4,8 cm, não faz parte dos recursos utilizados:
RPMO pré-termo (31 semanas) com oligodramnia → antibiótico, corticoide, repouso. Amnioinfusão NÃO é padrão.
Na Rotura Prematura de Membranas Ovulares (RPMO) pré-termo (31 semanas) com oligodramnia, a conduta padrão inclui antibioticoterapia para profilaxia de infecção, corticoterapia para maturação pulmonar fetal e repouso relativo. A amnioinfusão não é um recurso rotineiramente utilizado na RPMO pré-termo para prolongar a gestação ou melhorar o prognóstico.
A Rotura Prematura de Membranas Ovulares (RPMO) é a ruptura das membranas amnióticas antes do início do trabalho de parto. Quando ocorre antes de 37 semanas de gestação, é classificada como RPMO pré-termo, sendo uma das principais causas de prematuridade e morbimortalidade perinatal. A conduta depende da idade gestacional e da presença de infecção. Em gestações entre 24 e 34 semanas, o manejo conservador é frequentemente adotado, visando prolongar a gestação para permitir a maturação fetal. Isso inclui a administração de antibióticos para profilaxia de corioamnionite e outras infecções, e corticoides para acelerar a maturação pulmonar fetal. O repouso relativo também é recomendado para minimizar o risco de trabalho de parto prematuro. A amnioinfusão, que consiste na infusão de solução salina na cavidade amniótica, não é uma prática rotineira na RPMO pré-termo para prolongar a gestação. Embora possa ser considerada em situações muito específicas, como compressão de cordão umbilical, não há evidências robustas que suportem seu uso generalizado para melhorar o prognóstico na RPMO. O foco principal é a prevenção de infecção e a maturação pulmonar, enquanto se monitora o bem-estar materno e fetal.
Os pilares incluem a profilaxia de infecção com antibióticos, a maturação pulmonar fetal com corticoides (entre 24 e 34 semanas), e a vigilância do bem-estar materno-fetal, com repouso relativo.
A amnioinfusão é mais comumente utilizada durante o trabalho de parto para aliviar a compressão do cordão umbilical em casos de desacelerações variáveis, ou em casos selecionados de oligodramnia grave sem RPMO. Não é padrão na RPMO pré-termo.
A corticoterapia (betametasona ou dexametasona) é crucial para acelerar a maturação pulmonar fetal e reduzir o risco de Síndrome do Desconforto Respiratório, hemorragia intraventricular e enterocolite necrosante em recém-nascidos pré-termo.
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