Santa Casa de Limeira (SP) — Prova 2021
Gestante de 31 semanas, confirmadas por ultrassonografia precoce, procura a maternidade, porque acha que perdeu água enquanto dormia, já que a sua cama amanheceu molhada. Não refere queixas álgicas. Frente a essa queixa, é correto afirmar que
RPM → período de latência inversamente proporcional à idade gestacional (quanto menor IG, maior latência).
A rotura prematura de membranas (RPM) em gestações pré-termo é uma condição séria. O período de latência, que é o tempo entre a rotura e o início do trabalho de parto, é inversamente proporcional à idade gestacional: quanto mais precoce a RPM, maior a chance de um período de latência prolongado, o que permite intervenções para maturação pulmonar e neuroproteção.
A rotura prematura de membranas (RPM) é a ruptura das membranas corioamnióticas antes do início do trabalho de parto. Quando ocorre antes de 37 semanas de gestação, é denominada RPM pré-termo (RPMPT), uma das principais causas de parto prematuro e morbimortalidade neonatal. A paciente do caso, com 31 semanas, apresenta um cenário de RPMPT. O diagnóstico é clínico, com a paciente referindo perda de líquido vaginal. A confirmação é feita por exame especular, observando-se o escoamento de líquido amniótico pelo orifício cervical, ou por testes complementares como o teste de nitrazina (pH alcalino) e o teste de cristalização (formação de 'folhas de samambaia'). A ultrassonografia pode mostrar oligodramnia, mas não é diagnóstica por si só. O período de latência é o intervalo entre a RPM e o início espontâneo do trabalho de parto. É um conceito fundamental na RPMPT, pois sua duração é inversamente proporcional à idade gestacional: quanto mais precoce a RPM, maior a probabilidade de um período de latência mais longo. Isso permite a administração de corticoides para maturação pulmonar fetal e, em gestações muito prematuras, sulfato de magnésio para neuroproteção fetal, além de antibioticoprofilaxia para prolongar a gestação e prevenir infecções. O manejo expectante é a regra em gestações pré-termo, desde que não haja sinais de infecção ou sofrimento fetal.
O diagnóstico de RPM é feito principalmente pela história clínica de perda de líquido, exame especular para visualização direta do líquido amniótico fluindo pelo colo ou teste de cristalização (fern test) e teste de pH (nitrazina), que se torna alcalino na presença de líquido amniótico.
Os principais riscos incluem infecção intra-amniótica (corioamnionite), trabalho de parto prematuro, descolamento prematuro de placenta, prolapso de cordão umbilical e hipoplasia pulmonar fetal (em casos de RPM muito precoce e prolongada).
O período de latência é crucial, pois permite a administração de corticoides para maturação pulmonar fetal e, em alguns casos, neuroproteção com sulfato de magnésio, além de antibioticoprofilaxia para prolongar a gestação e reduzir o risco de infecção.
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