Santa Casa de São Paulo - ISCMSP/FCMSCSP (SP) — Prova 2024
O diagnóstico e a melhor conduta são
Rotura intraperitoneal de bexiga → Laparotomia exploradora + reparo cirúrgico.
A rotura intraperitoneal da bexiga é uma emergência cirúrgica que exige laparotomia exploradora para reparo. Geralmente ocorre por trauma de alta energia com bexiga cheia e pode ser identificada na cistografia por extravasamento de contraste para a cavidade peritoneal, formando o sinal da "orelha de burro".
A rotura vesical é uma complicação grave de traumas abdominais, sendo classificada em intraperitoneal ou extraperitoneal. A rotura intraperitoneal, embora menos comum, é mais grave e ocorre tipicamente quando a bexiga está cheia no momento do trauma, resultando em extravasamento de urina para a cavidade peritoneal. O diagnóstico precoce é crucial para evitar complicações como peritonite urinária e sepse. O diagnóstico é feito principalmente pela cistografia retrógrada, que demonstra o extravasamento de contraste. Na rotura intraperitoneal, o contraste se espalha livremente pela cavidade abdominal, podendo delinear as alças intestinais ou formar o característico sinal da "orelha de burro" ao redor da bexiga. A suspeita clínica surge em pacientes com trauma abdominal, dor suprapúbica, hematúria macroscópica e dificuldade para urinar. O tratamento da rotura intraperitoneal de bexiga é cirúrgico, através de laparotomia exploradora para reparo primário da lesão. Em contraste, a maioria das roturas extraperitoneais pode ser manejada de forma conservadora com cateterismo vesical de demora por 7 a 14 dias. A distinção entre os dois tipos é fundamental para a escolha da conduta adequada e para o prognóstico do paciente.
A rotura intraperitoneal de bexiga é frequentemente associada a trauma abdominal e pode apresentar dor abdominal difusa, distensão e sinais de peritonite. Na cistografia, o extravasamento de contraste para a cavidade peritoneal é patognomônico, podendo formar o sinal da "orelha de burro".
A conduta padrão para rotura intraperitoneal de bexiga é a laparotomia exploradora com reparo cirúrgico da lesão. Isso é crucial para prevenir complicações como peritonite urinária e sepse.
A principal diferença está na localização do extravasamento de urina. Na rotura intraperitoneal, o contraste extravasa para a cavidade peritoneal. Na extraperitoneal, o extravasamento é para o espaço perivesical, sendo mais comum e geralmente tratado com cateterismo vesical prolongado.
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