Rotura em Ferradura: Conduta e Prevenção de Descolamento

CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2017

Enunciado

Paciente de 72 anos procura o consultório com queixa de miopsia e fotopsia. Ao exame, foi identificada rotura em ferradura inferior, sem infiltração de liquido sub-retiniano. Qual a melhor conduta neste momento?

Alternativas

  1. A) lntroflexão escleral com buckle superior.
  2. B) Retinopexia pneumática com posição de face para baixo e fotocoagulação a laser.
  3. C) Observação, pois a rotura é inferior.
  4. D) Fotocoagulação a laser.

Pérola Clínica

Rotura em ferradura sintomática → Fotocoagulação a laser imediata para prevenir descolamento.

Resumo-Chave

Roturas em ferradura sintomáticas possuem alto risco de progressão para descolamento de retina devido à tração vítrea persistente no flap, exigindo bloqueio com laser.

Contexto Educacional

A presença de sintomas como fotopsias indica que há tração vítreo-retiniana ativa, o que aumenta significativamente o risco de descolamento de retina (cerca de 33-50% se não tratada). Roturas em ferradura são mais perigosas que roturas atróficas ou operculadas, pois nestas últimas a tração foi aliviada. O tratamento de escolha é a fotocoagulação a laser em 360 graus ao redor da lesão, realizada ambulatorialmente sob anestesia tópica.

Perguntas Frequentes

Por que a rotura em ferradura é considerada perigosa?

A rotura em ferradura (ou flap tear) é perigosa porque o 'flap' de retina permanece preso ao vítreo. Quando ocorre um descolamento de vítreo posterior, a tração contínua nesse flap mantém a rotura aberta, facilitando a passagem de humor vítreo liquefeito para o espaço sub-retiniano, o que leva rapidamente ao descolamento de retina regmatogênico.

Qual a indicação de tratamento para roturas retinianas?

O tratamento está indicado para roturas sintomáticas (associadas a flashes/fotopsia e moscas volantes/miopsia), roturas em ferradura grandes, ou roturas em pacientes que já tiveram descolamento de retina no olho contralateral. O objetivo é criar uma barreira de adesão coriorretiniana firme ao redor da lesão.

Como funciona a fotocoagulação a laser neste caso?

A fotocoagulação a laser utiliza energia térmica para criar pequenas queimaduras controladas ao redor da rotura retiniana. Após alguns dias, essas queimaduras cicatrizam, formando uma adesão forte entre a retina sensorial e o epitélio pigmentado da retina (EPR), agindo como um 'grampo' ou 'solda' que impede a passagem de fluido.

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