CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2014
Quais são sinais indiretos de rotura capsular peroperatória?
↑ Profundidade da câmara + ↑ Mobilidade do núcleo = Rotura Capsular Posterior.
A rotura da cápsula posterior altera a dinâmica de fluidos intraocular, resultando em um aprofundamento súbito da câmara anterior e instabilidade do núcleo cristaliniano.
A rotura da cápsula posterior (RCP) é uma das complicações intraoperatórias mais comuns e temidas na cirurgia de catarata por facoemulsificação. O reconhecimento precoce através de sinais indiretos é crucial para minimizar a perda vítrea e evitar o deslocamento de fragmentos nucleares para o segmento posterior. Além do aprofundamento da câmara e mobilidade nuclear, o cirurgião deve estar atento à inclinação do núcleo ou à perda do reflexo vermelho. O manejo adequado envolve a técnica de 'closed chamber', uso generoso de viscoelásticos e vitrectomia anterior automatizada se houver prolapso vítreo, garantindo que nenhum vítreo permaneça encarcerado nas incisões, o que reduz o risco de edema macular cistoide e descolamento de retina no pós-operatório.
Os principais sinais são o aprofundamento súbito da câmara anterior, o aumento da mobilidade do núcleo (que pode se afastar da ponta do faco), a pupila que deixa de responder normalmente e a dificuldade em manter a estabilidade da câmara.
Com a quebra da integridade da cápsula posterior, ocorre uma comunicação direta entre os segmentos anterior e posterior, permitindo que o fluido da infusão empurre o vítreo e a base capsular para trás, aumentando o espaço anterior.
Deve-se injetar viscoelástico dispersivo antes de remover a ponta do faco para evitar o colapso da câmara e a herniação vítrea. Em seguida, avalia-se a necessidade de vitrectomia anterior e a melhor posição para a lente intraocular.
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