INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2011
Paciente, com 23 anos de idade, encontra-se na nona semana de gestação e comparece à Unidade Básica de Saúde para sua primeira consulta de pré-natal. Dentre os exames de rotina para essa idade gestacional, o médico solicita:
Rotina 1º trimestre → HIV, VDRL, HBsAg, Toxoplasmose, Hemograma, Glicemia, Tipagem, Urina/Urocultura.
A triagem sorológica precoce (HIV e Sífilis) é prioritária no pré-natal para permitir intervenções que reduzam drasticamente a transmissão vertical.
A assistência pré-natal de qualidade é o pilar da redução da morbimortalidade materna e infantil. A solicitação correta de exames no primeiro trimestre permite a identificação de patologias silenciosas que podem comprometer o desenvolvimento fetal. O foco em HIV e VDRL reflete a importância epidemiológica dessas infecções no Brasil. O médico deve estar atento não apenas à solicitação, mas à interpretação ágil e ao início imediato do tratamento, garantindo que a 'Rede Cegonha' ou protocolos locais de saúde pública sejam seguidos rigorosamente.
De acordo com o Ministério da Saúde, a primeira consulta de pré-natal (idealmente no 1º trimestre) deve incluir: Hemograma completo, tipagem sanguínea e fator Rh, Coombs indireto (se Rh negativo), glicemia de jejum, VDRL (sífilis), sorologias para HIV, Hepatite B (HBsAg) e Toxoplasmose (IgM e IgG), além de exame sumário de urina (EAS) e urocultura com antibiograma. A citologia oncótica deve ser realizada se houver indicação por idade ou tempo desde o último exame, e a ultrassonografia obstétrica inicial é recomendada para datar a gestação.
O rastreio precoce de HIV e Sífilis (VDRL) é fundamental porque ambas as condições possuem intervenções altamente eficazes para prevenir a transmissão vertical. No caso da sífilis, o tratamento adequado da gestante com penicilina benzatina antes da 24ª-28ª semana reduz drasticamente o risco de sífilis congênita e óbito fetal. Para o HIV, o uso de terapia antirretroviral (TARV) combinada, o manejo adequado do parto e a inibição da amamentação podem reduzir o risco de transmissão de cerca de 25% para menos de 1%.
O Teste de Tolerância Oral à Glicose (TOTG 75g) não faz parte da triagem inicial de 9 semanas se a glicemia de jejum for normal. Ele é rotineiramente solicitado entre a 24ª e 28ª semana de gestação para todas as gestantes que não tiveram diagnóstico prévio de diabetes. Se a glicemia de jejum inicial for ≥ 92 mg/dL e < 126 mg/dL, o diagnóstico de Diabetes Mellitus Gestacional já é estabelecido, dispensando o TOTG. Se for ≥ 126 mg/dL, diagnostica-se Diabetes Mellitus pré-existente (ou 'overt diabetes').
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