UFT - Universidade Federal do Tocantins — Prova 2020
Criança de um ano e três meses apresenta-se à consulta numa Unidade Básica de Saúde com quadro de diarreia há 3 dias, fezes não sanguinolentas, de consistência semilíquida e sem odor muito forte, aproximadamente 8 vezes ao dia. Apresentou febre e vômitos ocasionais nos dois primeiros dias. Como estava mais apática, mãe a trouxe para consultar. Não tem aleitamento materno desde os 6 meses e o seu grau de desidratação, nesta atual consulta, foi considerado leve, apesar de ainda não ter recebido terapia de reidratação oral de modo eficaz em casa. A hipótese etiológica mais provável para esta situação é:
Criança < 5 anos, diarreia aquosa, vômitos e febre → Rotavírus (mesmo vacinada, pode ter quadros atenuados).
Em crianças pequenas, a combinação de diarreia aquosa, vômitos e febre é altamente sugestiva de infecção por Rotavírus, que é uma das principais causas de gastroenterite aguda pediátrica. A idade (1 ano e 3 meses) e a apresentação clínica se encaixam perfeitamente nesse perfil.
A diarreia aguda é uma das principais causas de morbidade e mortalidade em crianças menores de cinco anos globalmente, sendo um desafio constante na atenção primária e emergência pediátrica. A identificação do agente etiológico mais provável é fundamental para a conduta, embora o tratamento da desidratação seja a prioridade em todos os casos. No cenário de uma criança de um ano e três meses com diarreia não sanguinolenta, vômitos e febre nos primeiros dias, o Rotavírus emerge como a hipótese etiológica mais provável. Este vírus é o agente mais comum de gastroenterite viral grave em lactentes e pré-escolares, caracterizando-se por diarreia aquosa, vômitos proeminentes e febre. Embora a vacinação tenha reduzido a incidência e a gravidade, casos ainda ocorrem, muitas vezes com apresentações atenuadas. O manejo inicial foca na prevenção e tratamento da desidratação, mesmo em graus leves, através da Terapia de Reidratação Oral (TRO). É crucial orientar os pais sobre a administração adequada do soro de reidratação oral e a manutenção da alimentação. A identificação precoce de sinais de desidratação e a intervenção eficaz são pilares para evitar complicações graves e reduzir a necessidade de internação hospitalar.
A infecção por Rotavírus em crianças geralmente se manifesta com diarreia aquosa profusa, vômitos frequentes e febre. Os vômitos costumam ser proeminentes nos primeiros dias, e a desidratação é uma complicação comum devido à perda de líquidos.
O Rotavírus é a causa mais comum de gastroenterite viral grave em crianças menores de 5 anos em todo o mundo. Sua alta transmissibilidade e a apresentação clínica clássica com vômitos e diarreia aquosa o tornam uma hipótese forte, mesmo em crianças vacinadas, que podem ter quadros mais leves.
A conduta inicial para desidratação leve é a terapia de reidratação oral (TRO) com soro de reidratação oral (SRO). É crucial orientar a mãe sobre a administração correta do SRO em pequenas quantidades e frequentemente, além de manter a alimentação habitual.
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