CMC - Fundação Centro Médico de Campinas (SP) — Prova 2025
Criança de 1 ano, chega ao pronto-socorro com febre de 39,5°C há 3 dias, irritabilidade e prostração. No exame físico, nota-se uma erupção cutânea maculopapular após a febre reduzir. Diante do quadro clínico e da idade, qual é o diagnóstico mais provável e a conduta recomendada?
Lactente com febre alta por 3-5 dias que cessa abruptamente com o surgimento de um exantema maculopapular = Roséola infantum (Exantema Súbito).
A roséola infantum, ou exantema súbito, é causada pelo herpesvírus humano 6. A principal característica diagnóstica é a cronologia: primeiro a febre alta e, após a defervescência (crise exantemática), surge o rash, momento em que a criança geralmente melhora o estado geral.
A Roséola Infantum, também conhecida como exantema súbito ou sexta doença, é uma doença exantemática viral aguda, comum na primeira infância, geralmente entre 6 meses e 2 anos de idade. É causada predominantemente pelo Herpesvírus Humano 6 (HHV-6) e, menos frequentemente, pelo HHV-7. A transmissão ocorre por meio de secreções respiratórias. O quadro clínico é característico e fundamental para o diagnóstico. Inicia-se com um período prodrômico de febre alta e súbita (39-40.5°C) que dura de 3 a 5 dias. Apesar da febre, a criança pode se manter relativamente ativa e em bom estado geral. A febre cessa abruptamente (defervescência em crise) e, em seguida, surge o exantema: um rash maculopapular róseo, não pruriginoso, que classicamente se inicia no tronco e se dissemina para o pescoço, face e membros. O diagnóstico é clínico, baseado na cronologia dos eventos. O tratamento é de suporte, com antitérmicos para o controle da febre e orientação para hidratação. É crucial tranquilizar os pais, explicando a natureza benigna e autolimitada da doença, evitando o uso desnecessário de antibióticos. A principal complicação associada é a convulsão febril durante o pico febril.
Os sinais clássicos são febre alta (acima de 39°C) por 3 a 5 dias em uma criança com bom estado geral, seguida por uma defervescência súbita e o aparecimento de um exantema maculopapular róseo, não pruriginoso, que começa no tronco e se espalha para o pescoço e membros.
O tratamento é puramente de suporte e sintomático. Recomenda-se o uso de antitérmicos para controlar a febre e o desconforto, além de garantir uma boa hidratação. Não há indicação de antivirais ou antibióticos.
A complicação mais comum é a convulsão febril, que pode ocorrer durante o período de febre alta. Outras complicações são raras em crianças imunocompetentes, mas podem incluir encefalite ou hepatite.
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