Roséola Infantum: Diagnóstico e Manejo em Pediatria

IDPC/Dante Pazzanese - Instituto de Cardiologia (SP) — Prova 2025

Enunciado

Menino, de 1 ano de idade, é levado ao pronto atendimento pelos pais. Eles referem que a criança apresenta febre alta e inapetência há 3 dias, com necessidade de uso de antitérmico a cada 6 horas. Nas últimas horas, perceberam que a criança está afebril, porém passou a apresentar lesões maculopapulares rosadas em tronco. No exame físico, a criança não apresenta alteração, além do exantema referido pelos familiares. Qual é a principal hipótese diagnóstica e a conduta nesse momento?

Alternativas

  1. A) Infecção por vírus do Sarampo. Prescrever vitamina A e orientar sinais de alarme.
  2. B) Infecção por vírus Herpes. Orientar sinais de alarme, manter hidratação e uso de sintomáticos, se necessário.
  3. C) Infecção por vírus da Rubéola. Orientar sinais de alarme, manter hidratação e uso de sintomáticos, se necessário.
  4. D) Doença de Kawasaki. Prescrever imunoglobulina e ácido acetilsalicílico.

Pérola Clínica

Exantema Súbito: febre alta >3d, depois exantema maculopapular em tronco ao ficar afebril.

Resumo-Chave

O exantema súbito (roséola infantum) é uma doença viral comum em crianças pequenas, caracterizada por febre alta que cede abruptamente, seguida pelo aparecimento de lesões maculopapulares rosadas no tronco, que podem se espalhar. É causada principalmente pelo Herpesvírus Humano 6 (HHV-6).

Contexto Educacional

O exantema súbito, ou roséola infantum, é uma doença viral comum na infância, causada principalmente pelo Herpesvírus Humano 6 (HHV-6) e, menos frequentemente, pelo HHV-7. Afeta tipicamente crianças entre 6 meses e 3 anos de idade, sendo uma das principais causas de febre sem foco aparente em lactentes. Sua importância clínica reside na necessidade de diferenciá-la de outras doenças exantemáticas mais graves e na tranquilização dos pais. A fisiopatologia envolve a replicação viral, que leva a um período de febre alta (geralmente >39°C) por 3 a 5 dias, sem outros sintomas significativos. Após a defervescência da febre, surge um exantema maculopapular rosado, não pruriginoso, que inicia no tronco e pode se espalhar para o pescoço e extremidades. O diagnóstico é clínico, baseado na sequência característica de febre seguida por exantema pós-defervescência. O tratamento é de suporte, com foco na hidratação e controle da febre com antitérmicos. O prognóstico é excelente, com recuperação completa. É crucial orientar os pais sobre a benignidade da doença e os sinais de alarme para complicações raras, como convulsões febris, embora a doença em si não seja grave.

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais clássicos do exantema súbito (roséola infantum)?

Os sinais clássicos incluem febre alta por 3-5 dias que cede abruptamente, seguida pelo aparecimento de um exantema maculopapular rosado, principalmente no tronco, quando a criança já está afebril.

Qual a conduta inicial para uma criança com roséola infantum?

A conduta é sintomática, com hidratação adequada, antitérmicos para a febre e orientação sobre sinais de alarme. Não há tratamento antiviral específico.

Como diferenciar roséola infantum de outras doenças exantemáticas como sarampo?

A roséola se diferencia pela ausência de pródromos catarrais, manchas de Koplik e pelo exantema que surge APÓS a febre ter cedido, enquanto no sarampo o exantema surge com a febre e outros sintomas.

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