UEPA - Universidade do Estado do Pará - Belém — Prova 2024
Mãe levou sua filha de 9 meses à consulta no Posto de Saúde de seu bairro com queixa de febre de até 39,5C há 2 dias, com estado geral preservado e apetite levemente diminuído. Segundo ela, o médico examinou a criança e disse não haver nada de alterado no exame físico, porém prescreveu amoxicilina empírica. Há 24 horas a febre cessou, no entanto surgiu exantema macular em tronco, não pruriginoso, por isso ela retorna à unidade preocupada com as manchas. Sobre o caso, é correto orientar que:
Roséola Infantum: febre alta súbita por 3-5 dias com bom estado geral, seguida por exantema maculopapular em tronco após defervescência.
A Roséola Infantum, ou exantema súbito, é uma doença viral comum em lactentes, caracterizada por febre alta que cede abruptamente, seguida pelo aparecimento de um exantema maculopapular no tronco. O bom estado geral da criança durante a febre e o surgimento do exantema após a queda da temperatura são pistas diagnósticas importantes.
A Roséola Infantum, também conhecida como exantema súbito ou sexta doença, é uma infecção viral comum na primeira infância, geralmente afetando crianças entre 6 meses e 3 anos de idade. É causada principalmente pelo Herpesvírus Humano 6 (HHV-6) e, menos frequentemente, pelo HHV-7. A doença é benigna e autolimitada, mas seu reconhecimento é importante para evitar diagnósticos errôneos e o uso desnecessário de antibióticos. O quadro clínico clássico inicia-se com febre alta e súbita (39,5°C a 40,5°C) por 3 a 5 dias, com a criança geralmente mantendo um bom estado geral, apesar da temperatura elevada. Após a defervescência abrupta da febre, surge o exantema característico: máculas ou pápulas róseas, discretas, não pruriginosas, que aparecem primeiro no tronco e depois se espalham para o pescoço e extremidades. O exantema geralmente desaparece em 1 a 2 dias. Complicações são raras, mas podem incluir convulsões febris. O diagnóstico é clínico, baseado na sequência típica de febre seguida por exantema. É crucial diferenciar a Roséola Infantum de outras doenças exantemáticas, como sarampo, rubéola, escarlatina ou reações alérgicas a medicamentos. A ausência de comprometimento do estado geral durante a febre e o aparecimento do exantema após a queda da temperatura são os pontos-chave. O tratamento é de suporte, com antipiréticos para o controle da febre. A prescrição empírica de antibióticos deve ser evitada, pois não há benefício e pode levar a efeitos adversos e resistência antimicrobiana.
A Roséola Infantum tipicamente se manifesta com febre alta (39-40°C) de início súbito, que dura de 3 a 5 dias, com a criança mantendo bom estado geral. Após a defervescência (queda da febre), surge um exantema maculopapular róseo, não pruriginoso, que começa no tronco e pode se espalhar para o pescoço e extremidades.
A principal característica distintiva da Roséola Infantum é o surgimento do exantema APÓS a febre ter cessado. Em contraste, no sarampo, a febre e o exantema coexistem, e o estado geral da criança é mais comprometido. Outros exantemas virais podem ter padrões diferentes de febre e erupção.
A Roséola Infantum é uma doença de etiologia viral, geralmente causada pelo Herpesvírus Humano 6 (HHV-6). Antibióticos, como a amoxicilina, não têm eficácia contra vírus e seu uso é desnecessário e inadequado, contribuindo para a resistência antimicrobiana. A suspensão é indicada para evitar efeitos adversos e promover o uso racional de medicamentos.
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