PMFI - Prefeitura Municipal de Foz do Iguaçu (PR) — Prova 2021
A presença protuberâncias nas junções costocondrais, conhecidas como ''rosário costal'', ocorrem por um distúrbio nas placas de crescimento dos arcos costais. Tal sinal pode ser encontrado em qual patologia?
Rosário costal = protuberâncias nas junções costocondrais → sinal clássico de Raquitismo por distúrbio da mineralização óssea.
O 'rosário costal' é um achado clínico característico do raquitismo, uma doença causada pela mineralização inadequada da matriz óssea em crescimento, geralmente devido à deficiência de vitamina D. As protuberâncias nas junções costocondrais são resultado do crescimento excessivo da cartilagem e da deposição insuficiente de cálcio e fosfato, tornando-as mais visíveis e palpáveis.
O tratamento do raquitismo foca na reposição de vitamina D, cálcio e fosfato, com doses e duração dependendo da gravidade e etiologia. A prevenção é fundamental, com suplementação de vitamina D para lactentes e crianças de risco. É crucial para o residente diferenciar o rosário costal de outras condições, como o escorbuto (deficiência de vitamina C, com sangramentos e fragilidade óssea, mas sem protuberâncias costais) ou a síndrome de Marfan (doença do tecido conjuntivo com alterações esqueléticas distintas). O reconhecimento do rosário costal deve sempre levar à investigação de raquitismo.
Além do rosário costal, o raquitismo pode apresentar outras deformidades ósseas como pernas arqueadas (genu varum), alargamento dos punhos e tornozelos, atraso no fechamento das fontanelas, craniotabes (amolecimento do crânio), e, em casos graves, atraso no desenvolvimento motor e dor óssea. Hipotonia muscular e tetania também podem ocorrer.
A principal causa do raquitismo é a deficiência de vitamina D, essencial para a absorção de cálcio e fosfato. A prevenção envolve a suplementação de vitamina D em lactentes e crianças, especialmente aqueles em aleitamento materno exclusivo, e exposição solar adequada, além de uma dieta rica em cálcio e vitamina D.
O raquitismo causa deformidades ósseas devido à mineralização inadequada. O escorbuto, por deficiência de vitamina C, afeta a formação de colágeno, resultando em fragilidade capilar, sangramentos e alterações ósseas como hemorragias subperiosteais, mas não o rosário costal. A síndrome de Marfan é uma doença genética do tecido conjuntivo, causando hipermobilidade articular, aracnodactilia e outras alterações esqueléticas, mas não o rosário costal.
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