UERJ/HUPE - Hospital Universitário Pedro Ernesto (RJ) — Prova 2020
Um paciente de 68 anos apresenta quadro de cólica biliar recorrente, com clara indicação de colecistectomia videolaparoscópica. Ele refere uso diário de rivaroxaban, iniciado há um ano, após episódio de isquemia cerebral transitória. Nesse caso, no pré- operatório, a medicação deve ser suspensa por um prazo mínimo de:
Rivaroxaban suspensão pré-operatória: 48h para cirurgias de risco moderado/alto.
Para cirurgias de risco moderado a alto de sangramento, como a colecistectomia, o rivaroxaban deve ser suspenso por no mínimo 48 horas antes do procedimento, considerando sua meia-vida e a função renal do paciente, para minimizar o risco de hemorragia.
O manejo de pacientes em uso de anticoagulantes orais diretos (DOACs), como o rivaroxaban, no período perioperatório, é um desafio clínico que exige um balanço cuidadoso entre o risco de sangramento cirúrgico e o risco de eventos tromboembólicos. A decisão de suspender, por quanto tempo e a necessidade de terapia ponte, deve ser individualizada. Para procedimentos com risco de sangramento moderado a alto, como a colecistectomia videolaparoscópica, o rivaroxaban geralmente deve ser suspenso por um período mínimo de 48 horas antes da cirurgia. Este prazo considera a meia-vida do fármaco (5-9 horas em jovens, 11-13 horas em idosos) e a função renal do paciente, que influencia sua depuração. A suspensão adequada visa reduzir a concentração plasmática do rivaroxaban para níveis seguros para a hemostasia cirúrgica, minimizando o risco de complicações hemorrágicas. A decisão de reiniciar o anticoagulante pós-operatório depende do risco de sangramento e do risco tromboembólico individual do paciente, geralmente 24-72 horas após a cirurgia, quando a hemostasia estiver controlada.
Para uma colecistectomia videolaparoscópica, considerada uma cirurgia com risco de sangramento moderado a alto, o rivaroxaban deve ser suspenso por um período mínimo de 48 horas antes do procedimento. Este tempo permite que a concentração plasmática do fármaco diminua para níveis seguros.
A suspensão do rivaroxaban antes de cirurgias é crucial para reduzir o risco de sangramento excessivo durante e após o procedimento. O rivaroxaban é um anticoagulante potente, e sua presença em níveis terapêuticos pode comprometer a hemostasia cirúrgica, levando a complicações hemorrágicas.
Ao suspender DOACs, deve-se considerar o risco tromboembólico do paciente (indicação da anticoagulação), o risco de sangramento da cirurgia, a meia-vida do medicamento e a função renal do paciente, que afeta a depuração do fármaco. A decisão deve ser individualizada para equilibrar os riscos.
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