PCR Extra-Hospitalar: Ritmos e Prognóstico de Sobrevivência

Hospital do Açúcar - Maceió (AL) — Prova 2015

Enunciado

A condição em que há MAIOR taxa de sobrevivência na parada cardiorrespiratória, fora de ambiente hospitalar, é em paciente com ritmo inicial de:

Alternativas

  1. A) Assistolia com menos de dez minutos de duração.
  2. B) Fibrilação ventricular presenciada por outras pessoas.
  3. C) Taquicardia ventricular que evoluiu para assistolia.
  4. D) Atividade elétrica sem pulso que evoluiu com assistolia.

Pérola Clínica

PCR extra-hospitalar com maior sobrevida = Fibrilação Ventricular (FV) presenciada + desfibrilação precoce.

Resumo-Chave

A fibrilação ventricular (FV) é o ritmo inicial mais comum e com melhor prognóstico na parada cardiorrespiratória extra-hospitalar, especialmente quando presenciada e seguida de desfibrilação precoce. Ritmos não chocáveis como assistolia e AESP têm prognóstico significativamente pior.

Contexto Educacional

A parada cardiorrespiratória (PCR) extra-hospitalar é uma emergência médica com alta morbimortalidade. A identificação do ritmo inicial é um fator prognóstico crucial e orienta a conduta terapêutica, conforme as diretrizes de Suporte Avançado de Vida (SAV). Os ritmos de PCR são classificados em chocáveis (Fibrilação Ventricular - FV e Taquicardia Ventricular sem Pulso - TVSP) e não chocáveis (Assistolia e Atividade Elétrica sem Pulso - AESP). A FV e TVSP representam uma atividade elétrica caótica ou rápida, mas organizada, que pode ser revertida por desfibrilação. A assistolia é a ausência completa de atividade elétrica, enquanto a AESP é a presença de atividade elétrica organizada sem pulso palpável. A maior taxa de sobrevivência na PCR extra-hospitalar ocorre em pacientes com FV presenciada, especialmente quando a desfibrilação é realizada precocemente. Isso se deve ao fato de que a desfibrilação é o tratamento definitivo para a FV/TVSP. Em contraste, a assistolia e a AESP têm prognóstico muito mais sombrio, pois geralmente refletem um dano miocárdico mais extenso ou uma causa subjacente mais grave e não respondem à desfibrilação.

Perguntas Frequentes

Quais são os ritmos chocáveis na parada cardiorrespiratória?

Os ritmos chocáveis são a Fibrilação Ventricular (FV) e a Taquicardia Ventricular sem Pulso (TVSP). Ambos respondem à desfibrilação elétrica.

Por que a fibrilação ventricular presenciada tem melhor prognóstico?

A FV presenciada tem melhor prognóstico porque permite uma intervenção mais rápida, como a desfibrilação precoce, que é a terapia definitiva para reverter esse ritmo e restaurar a circulação espontânea.

Quais são os ritmos não chocáveis e qual seu prognóstico?

Os ritmos não chocáveis são a Assistolia e a Atividade Elétrica Sem Pulso (AESP). Ambos têm um prognóstico significativamente pior, pois não respondem à desfibrilação e geralmente indicam uma lesão miocárdica mais extensa ou uma causa reversível não cardíaca.

Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.

Responder questão no MedEvo