Ritmos Chocáveis na PCR Pediátrica: Manejo de FV e TVSP

SUS-BA - Sistema Único de Saúde da Bahia — Prova 2020

Enunciado

Menino, 8 anos de idade, cai subitamente enquanto participava de partida de futebol na quadra de um clube que possui enfermaria bem equipada para suporte a torneios. Verificou-se que a criança não está responsiva. Considerando as recomendações, atualizadas em 2018, da American Heart Association e da Sociedade Brasileira de Pediatria, para a faixa etária pediátrica, sabendo que a criança apresentou necessidade de desfibrilação cardíaca, especifique um ritmo cardíaco que gerou essa necessidade

Alternativas

Pérola Clínica

Ritmos chocáveis na PCR pediátrica = Fibrilação Ventricular (FV) ou Taquicardia Ventricular sem pulso (TVSP).

Resumo-Chave

Na PCR pediátrica, ritmos chocáveis (FV/TVSP) são menos comuns que assistolia, mas ocorrem em colapsos súbitos presenciados, exigindo desfibrilação imediata.

Contexto Educacional

A reanimação cardiopediátrica segue diretrizes específicas que priorizam a ventilação, mas em colapsos súbitos presenciados, o componente cardíaco ganha relevância. A identificação precoce de ritmos chocáveis como FV e TVSP é crucial, pois a desfibrilação precoce aumenta significativamente as taxas de sobrevida. O uso do DEA ou desfibrilador manual deve ser imediato assim que disponível. O manejo adequado envolve a alternância entre compressões torácicas de alta qualidade, ventilação e a análise de ritmo a cada 2 minutos. Em ambientes equipados, como enfermarias de clubes, o reconhecimento do ritmo e a aplicação do choque em menos de 3 minutos do colapso são determinantes para o prognóstico neurológico da criança.

Perguntas Frequentes

Quais são os ritmos chocáveis na pediatria?

Os ritmos chocáveis na parada cardiorrespiratória (PCR) pediátrica são a Fibrilação Ventricular (FV) e a Taquicardia Ventricular sem pulso (TVSP). Embora menos comuns que a assistolia e a Atividade Elétrica Sem Pulso (AESP) em crianças, os ritmos chocáveis são frequentemente associados a colapsos súbitos de origem cardíaca, como em eventos esportivos ou cardiopatias congênitas. A identificação rápida através do monitor ou DEA é vital para o sucesso da desfibrilação.

Qual a carga inicial recomendada para desfibrilação pediátrica?

De acordo com as diretrizes da American Heart Association (AHA) e da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), a carga inicial para a primeira desfibrilação em crianças é de 2 J/kg. Caso o ritmo persista, a segunda carga deve ser de 4 J/kg. Choques subsequentes devem ser de pelo menos 4 J/kg, podendo chegar a um máximo de 10 J/kg ou à dose recomendada para adultos, o que for menor.

Quando deve ser administrada a adrenalina em ritmos chocáveis?

Em casos de ritmos chocáveis (FV/TVSP), a adrenalina deve ser administrada após o segundo choque e o início do ciclo de RCP subsequente. A dose recomendada é de 0,01 mg/kg (0,1 ml/kg da solução 1:10.000). A prioridade inicial é a desfibrilação e a RCP de alta qualidade; a medicação entra como suporte após as tentativas iniciais de reversão elétrica falharem.

Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.

Responder questão no MedEvo