UNICAMP/HC - Hospital de Clínicas da Unicamp - Campinas (SP) — Prova 2025
Homem, 55a, admitido no setor de Emergência com dor torácica em aperto, irradiando para os membros superiores e dispneia. Eletrocardiograma evidenciou supra de ST = 3 mm de V1 a V6. Hemodinamicamente estável. O laboratório de hemodinâmica só estaria disponível em 3h, por isso iniciada alteplase na sala de emergência. Paciente apresentou melhora progressiva da dor, mas em 20 min de trombólise verificou-se mudança do traçado do monitor e foi solicitado um eletrocardiograma (IMAGEM Q8): Paciente não apresentou novas queixas e se manteve hemodinamicamente estável. A conduta é:
RIVA pós-trombólise = Sinal de reperfusão. Conduta: Observar.
O Ritmo Idioventricular Acelerado (RIVA) é uma arritmia benigna e frequente após a desobstrução da artéria coronária, não exigindo tratamento específico se o paciente estiver estável.
No contexto do IAM com supra de ST, a trombólise química (ex: alteplase) visa restabelecer o fluxo coronariano. O RIVA surge devido ao aumento do automatismo das fibras de Purkinje em resposta à restauração do fluxo sanguíneo e lavagem de metabólitos. É considerado o marcador eletrocardiográfico mais específico de reperfusão. Se o paciente mantém estabilidade e melhora clínica, a conduta é apenas vigilância monitorizada, aguardando a resolução espontânea do ritmo.
Ritmo de complexos QRS largos, sem ondas P precedentes, com frequência cardíaca entre 60 e 120 bpm (mais rápido que o ritmo idioventricular comum, mas mais lento que uma taquicardia ventricular).
Redução do supra de ST > 50% em 60-90 min, melhora súbita da dor precordial, pico precoce de marcadores de necrose e aparecimento de arritmias de reperfusão (como o RIVA).
Raramente. Apenas se causar instabilidade hemodinâmica significativa, o que é excepcional, já que o RIVA costuma ser autolimitado e hemodinamicamente bem tolerado.
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