HMASP - Hospital Militar de Área de São Paulo — Prova 2023
Paciente 70 anos, masculino, hipertenso, dislipidêmico e tabagista ativo, realizou fibrinólise num contexto de infarto agudo do miocárdio com supradesnivelamento do segmento ST de parede lateral. Chega ao serviço de cardiologia onde ficaria internado, ritmo de base sinusal, porém ao ECG de entrada com ritmo regular sem onda P e de frequência de 55 e complexos QRS largos. Compatível com RIVA (ritmo idioventricular acelerado). O paciente está sem dor torácica, PA 130x80, diante desta arritmia qual a melhor opção terapêutica?
RIVA pós-reperfusão em IAM, paciente estável → Não requer terapia imediata, apenas vigilância.
O Ritmo Idioventricular Acelerado (RIVA) é uma arritmia de reperfusão comum e geralmente benigna após fibrinólise ou angioplastia em IAM. Em pacientes hemodinamicamente estáveis e assintomáticos, não há necessidade de intervenção imediata, apenas monitorização.
O Ritmo Idioventricular Acelerado (RIVA) é uma arritmia ventricular que frequentemente ocorre no contexto de um Infarto Agudo do Miocárdio (IAM), especialmente após a reperfusão miocárdica, seja por fibrinólise ou angioplastia primária. É um achado importante para o residente, pois indica o restabelecimento do fluxo sanguíneo para o miocárdio isquêmico. O RIVA é caracterizado por um ritmo ventricular com complexos QRS largos, sem onda P associada, e uma frequência cardíaca geralmente entre 60 e 120 batimentos por minuto, que é mais rápida que o ritmo de escape ventricular, mas mais lenta que a taquicardia ventricular. Sua presença é frequentemente considerada um sinal de reperfusão bem-sucedida e, na maioria dos casos, é uma arritmia benigna e autolimitada. A conduta para o RIVA em um paciente hemodinamicamente estável e assintomático é a observação e monitorização contínua, sem necessidade de intervenção imediata. O tratamento só é indicado se o paciente apresentar instabilidade hemodinâmica (ex: hipotensão sintomática) ou sintomas graves, o que é raro. Nesses casos, pode-se considerar atropina se a frequência for muito baixa ou, em último caso, cardioversão. É crucial evitar a supressão desnecessária do RIVA, pois ele pode atuar como um ritmo de escape protetor.
RIVA é uma arritmia ventricular que se caracteriza por um ritmo regular, QRS largo, sem onda P, com frequência entre 60 e 120 bpm, geralmente ocorrendo após a reperfusão miocárdica.
O RIVA é considerado um marcador de reperfusão bem-sucedida em pacientes com IAM com supradesnivelamento do segmento ST submetidos à fibrinólise, e geralmente é uma arritmia benigna.
O RIVA raramente requer tratamento, a menos que cause instabilidade hemodinâmica (hipotensão, choque) ou seja sintomático. Nesses casos, a atropina pode ser considerada se a frequência for muito baixa, ou a cardioversão se houver instabilidade grave.
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