Complicações do IAM: RIVA, Ruptura Papilar e FV

UFCSPA - Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (RS) — Prova 2022

Enunciado

Sobre as complicações no infarto agudo do miocárdio, analisar os itens abaixo:I. Ritmo idioventricular acelerado (60 a 100 batidas por minuto) com frequência ocorre nas primeiras 12 horas e não é um fator de risco para arritmias ventrículares mais graves. II. Ruptura de músculo papilar com insuficiência mitral aguda severa é uma complicação mecânica que apresenta boa resposta ao tratamento clínico, recuperando a função valvar sem necessidade de cirurgia, na maioria dos casos.III. A fibrilação ventricular é mais frequente nas primeiras horas do infarto, com redução da incidência para 6% dos casos na fase tardia do infarto. Está(ão) CORRETO(S):

Alternativas

  1. A) Somente o item I.
  2. B) Somente os itens I e II.
  3. C) Somente os itens I e III.
  4. D) Somente os itens II e III.

Pérola Clínica

RIVA no IAM: comum nas primeiras 12h, geralmente benigno, não ↑ risco de arritmias graves.

Resumo-Chave

O ritmo idioventricular acelerado (RIVA) é uma arritmia de reperfusão comum e benigna no infarto agudo do miocárdio, não indicando maior risco de arritmias ventriculares malignas. Complicações mecânicas como a ruptura de músculo papilar são graves e geralmente requerem intervenção cirúrgica imediata, não respondendo bem ao tratamento clínico isolado.

Contexto Educacional

O infarto agudo do miocárdio (IAM) pode cursar com diversas complicações, sendo as arritmias e as mecânicas as mais relevantes. A compreensão dessas complicações é crucial para o manejo adequado e a redução da mortalidade. O ritmo idioventricular acelerado (RIVA) é uma arritmia de reperfusão comum, geralmente benigna e autolimitada, que não confere risco aumentado para arritmias ventriculares mais graves. Em contraste, a ruptura de músculo papilar, uma complicação mecânica grave, causa insuficiência mitral aguda severa e exige intervenção cirúrgica imediata, com prognóstico reservado. A fibrilação ventricular (FV) é a arritmia mais letal no IAM, ocorrendo predominantemente nas primeiras horas e sendo a principal causa de morte súbita. Seu manejo precoce com desfibrilação é vital. O diagnóstico e tratamento rápidos dessas complicações são pilares na cardiologia de emergência. A identificação precoce de sinais e sintomas de complicações mecânicas, como piora súbita da dispneia ou choque cardiogênico, é fundamental. O tratamento varia desde o suporte clínico para arritmias benignas até intervenções cirúrgicas emergenciais para complicações mecânicas, visando estabilizar o paciente e melhorar o prognóstico a longo prazo. Residentes devem estar aptos a reconhecer e manejar essas situações críticas.

Perguntas Frequentes

Quais são as complicações mecânicas mais graves do infarto agudo do miocárdio?

As complicações mecânicas mais graves do IAM incluem ruptura de músculo papilar (levando à insuficiência mitral aguda), ruptura de parede livre do ventrículo (com tamponamento cardíaco) e ruptura de septo interventricular (com shunt esquerdo-direito). Todas são emergências cirúrgicas com alta mortalidade.

O que é o ritmo idioventricular acelerado (RIVA) e qual sua importância clínica no IAM?

O RIVA é uma arritmia ventricular com frequência entre 60-100 bpm, que ocorre frequentemente nas primeiras 12 horas do IAM, especialmente após a reperfusão. É geralmente benigno, autolimitado e não é considerado um fator de risco para arritmias ventriculares mais graves, como a fibrilação ventricular.

Quando a fibrilação ventricular (FV) é mais comum no contexto do IAM?

A fibrilação ventricular é mais frequente nas primeiras horas do infarto agudo do miocárdio, especialmente nos primeiros 30 minutos a 1 hora, sendo a principal causa de morte súbita pré-hospitalar. Sua incidência diminui drasticamente após as primeiras 24-48 horas.

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