HOA - Hospital de Olhos de Aparecida de Goiânia (GO) — Prova 2024
Roberta, 70 anos, é admitida na emergência por falta de ar. O ECG revela múltiplas ondas P de morfologias variáveis em um único traçado. Esta condição é um indicador de qual ritmo cardíaco?
Múltiplas ondas P com >3 morfologias diferentes no ECG = Ritmo Atrial Multifocal (RAM).
O Ritmo Atrial Multifocal (RAM) é caracterizado por pelo menos três morfologias distintas de ondas P no mesmo traçado de ECG, indicando múltiplos focos ectópicos atriais. É frequentemente associado a doenças pulmonares crônicas, como DPOC, e pode causar sintomas como falta de ar.
O Ritmo Atrial Multifocal (RAM), também conhecido como Taquicardia Atrial Multifocal quando a frequência é superior a 100 bpm, é uma arritmia supraventricular caracterizada pela presença de múltiplos focos ectópicos no átrio que disparam impulsos elétricos. Essa condição é identificada no eletrocardiograma (ECG) pela observação de pelo menos três morfologias distintas de ondas P no mesmo traçado, com intervalos PR variáveis e um ritmo ventricular irregular. O RAM é frequentemente associado a condições clínicas subjacentes graves, sendo a Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC) descompensada a causa mais comum. Outras associações incluem insuficiência cardíaca, sepse, hipoxemia, distúrbios eletrolíticos (como hipocalemia e hipomagnesemia) e toxicidade por digoxina. A falta de ar, como no caso da paciente Roberta, é um sintoma comum, refletindo tanto a arritmia quanto a doença de base. O manejo do RAM foca principalmente no tratamento da condição subjacente, como otimização da função pulmonar em pacientes com DPOC, correção de distúrbios eletrolíticos e tratamento de infecções. Em alguns casos, podem ser utilizados medicamentos para controle da frequência cardíaca, como bloqueadores dos canais de cálcio não diidropiridínicos (verapamil ou diltiazem) ou betabloqueadores, com cautela em pacientes com DPOC. É crucial diferenciar o RAM de outras arritmias supraventriculares, como fibrilação e flutter atrial, para um tratamento adequado.
Os critérios para RAM incluem a presença de pelo menos três morfologias distintas de ondas P no mesmo traçado, intervalos PR variáveis e frequência atrial geralmente entre 100 e 150 bpm, com ritmo ventricular irregular.
O RAM é mais comumente associado a doenças pulmonares crônicas graves, como a Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC), insuficiência cardíaca, sepse, hipoxemia e distúrbios eletrolíticos, especialmente hipocalemia e hipomagnesemia.
No RAM, há ondas P discerníveis com pelo menos três morfologias diferentes, enquanto na Fibrilação Atrial (FA), as ondas P estão ausentes e são substituídas por ondas f de fibrilação, com ritmo ventricular irregularmente irregular.
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