UEPA Revalida - Universidade do Estado do Pará — Prova 2023
Paciente do gênero masculino, com 17 anos, veio acompanhado pela mãe, para consulta de rotina na UBS, onde faz tratamento para quadro depressivo, a realizar a anamnese, você detectou risco de suicídio, assim a conduta que deverá ser tomada, neste caso, é:
Risco de suicídio em adolescente → compartilhar com responsável (se menor), criar plano de segurança e garantir acompanhamento contínuo.
Ao identificar risco de suicídio em um adolescente menor de idade, é fundamental que o profissional de saúde compartilhe essa informação com os pais ou responsáveis legais, buscando envolvê-los na criação de um plano de segurança e garantindo o suporte e acompanhamento necessários. A confidencialidade é importante, mas a segurança do paciente é prioridade, especialmente em casos de risco iminente à vida.
O risco de suicídio em adolescentes é uma preocupação crescente na saúde pública, sendo a depressão um dos principais fatores de risco. Para o residente, é fundamental saber identificar os sinais de alerta e ter um plano de manejo claro, especialmente no contexto da Atenção Básica. A anamnese deve ser aprofundada, buscando ativamente pensamentos de morte ou ideação suicida, e avaliando fatores de risco como histórico familiar, abuso de substâncias, bullying e acesso a meios letais. Ao detectar risco de suicídio em um paciente adolescente, a prioridade máxima é a segurança. Em casos de menores de idade, a confidencialidade deve ser ponderada em relação à proteção da vida. É imperativo comunicar a situação aos pais ou responsáveis legais, explicando a gravidade do risco e a necessidade de um plano de segurança. Este plano deve incluir a remoção de objetos perigosos do ambiente doméstico, supervisão constante e garantia de acesso rápido a ajuda profissional em caso de crise. O manejo envolve a otimização do tratamento psiquiátrico (seja medicamentoso ou psicoterápico), encaminhamento para serviços especializados de saúde mental (CAPSi, psiquiatria infantil) e acompanhamento contínuo na UBS. A equipe multidisciplinar deve estar envolvida, e visitas domiciliares podem ser úteis para avaliar o ambiente e o suporte familiar. A internação psiquiátrica é reservada para situações de alto risco iminente, onde a segurança do paciente não pode ser garantida em ambiente ambulatorial. A educação dos pais sobre os sinais de alerta e como agir em uma crise é um componente vital da prevenção.
Sinais de alerta incluem mudanças de humor, isolamento social, perda de interesse em atividades antes prazerosas, alterações no sono e apetite, verbalização de desesperança ou desejo de morrer, comportamento impulsivo, automutilação, e planejamento de suicídio (como pesquisar métodos ou despedir-se).
Envolver os responsáveis é crucial para garantir a segurança do adolescente, pois eles podem monitorar o ambiente, remover meios letais, oferecer suporte emocional e assegurar a adesão ao tratamento. Em menores de idade, a confidencialidade pode ser quebrada para proteger a vida do paciente, sendo a comunicação com os pais uma medida protetora essencial.
A internação psiquiátrica é indicada quando há risco iminente de suicídio, como planejamento detalhado, acesso a meios letais, falta de suporte familiar adequado, falha no tratamento ambulatorial, ou presença de transtornos psiquiátricos graves que comprometem o julgamento e a segurança do adolescente.
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