CERMAM - Comissão Estadual de Residência Médica do Amazonas — Prova 2026
Homem de 19 anos é trazido à emergência após postar nas redes sociais que iria 'dar fim à própria vida'. Relata sentimento de desesperança, mas nega ter tentado o suicídio. A conduta imediata mais adequada é:
Ideação suicida ou postagens de risco → Observação + Avaliação Psiquiátrica obrigatória antes da alta.
Pacientes com sinais de risco de autoextermínio devem ser mantidos em ambiente seguro e monitorado até avaliação por especialista, independentemente da ausência de tentativa prévia.
O manejo do risco de suicídio na emergência é um desafio ético e clínico. A desesperança é um dos sintomas mais correlacionados com a letalidade. O médico generalista deve saber identificar os sinais de alerta e garantir que o paciente não saia do serviço de saúde sem uma estratificação de risco adequada. A observação clínica é necessária para estabilização emocional e coordenação do cuidado com a rede de saúde mental.
A conduta imediata envolve a acolhida do paciente em ambiente seguro, preferencialmente em observação hospitalar, para evitar o acesso a meios letais. É fundamental realizar uma anamnese detalhada focada em fatores de risco (desesperança, isolamento, transtornos mentais) e fatores de proteção. A alta médica só deve ser considerada após uma avaliação psiquiátrica minuciosa que descarte o risco iminente de autoextermínio.
Não. Embora a tentativa prévia seja o principal preditor individual de suicídio, a presença de ideação estruturada, sentimentos intensos de desesperança e mudanças súbitas de comportamento (como postagens de despedida) são sinais de alerta críticos que exigem intervenção imediata, mesmo em pacientes sem histórico de tentativas.
A internação é indicada quando há risco iminente de suicídio, falta de suporte sociofamiliar adequado para vigilância 24 horas, presença de transtorno mental grave descompensado ou quando o plano de segurança ambulatorial é considerado insuficiente para garantir a integridade do paciente.
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