UERJ/HUPE - Hospital Universitário Pedro Ernesto (RJ) — Prova 2026
O risco social deve ser estabelecido no primeiro atendimento da criança. Para a definição de risco social, o critério que NÃO precisa estar associado a outros é:
Criança indesejada = risco social isolado; outros critérios exigem associação.
A identificação de risco social na primeira consulta pediátrica é crucial. Enquanto mães jovens ou com deficiência requerem outros fatores somados, a rejeição manifesta à criança é critério isolado de alto risco.
A classificação de risco social é uma ferramenta de equidade no SUS, permitindo que recursos e atenção sejam direcionados a quem mais precisa. O Ministério da Saúde estabelece que crianças em risco social devem receber visitas domiciliares na primeira semana de vida e ter um calendário de consultas de puericultura mais rigoroso. A identificação precoce de fatores como a rejeição materna permite intervenções psicossociais que podem prevenir desfechos graves como a desnutrição grave ou o abandono.
Os critérios de risco social em pediatria visam identificar crianças em situação de vulnerabilidade que necessitam de acompanhamento mais próximo. Entre os critérios definidos pelo Ministério da Saúde, destacam-se: residência em área de risco, mãe menor de 15 anos, mãe com baixa escolaridade (menos de 4 anos de estudo), história de morte de filhos menores de 5 anos na família, e criança manifestadamente indesejada. É fundamental que o pediatra avalie não apenas o fator isolado, mas o contexto de suporte da rede familiar e social para determinar a frequência das visitas domiciliares e consultas na Unidade Básica de Saúde.
A manifestação clara de que a criança é indesejada é considerada um dos fatores de maior peso para o risco social e biológico, pois está diretamente ligada ao risco de negligência, abuso e falha no estabelecimento do vínculo afetivo primário. Diferente de critérios como 'mãe jovem' ou 'família numerosa', que podem ser mitigados por uma rede de apoio sólida, a rejeição materna ou familiar coloca a integridade física e psíquica do recém-nascido em perigo imediato, exigindo intervenção prioritária da equipe de saúde e, muitas vezes, do Conselho Tutelar.
O manejo envolve a inclusão da família em programas de acompanhamento prioritário, como o 'Criança Feliz' ou protocolos locais de vigilância. Deve-se garantir um cronograma de consultas mais frequente, busca ativa em caso de faltas e articulação intersetorial com o Centro de Referência de Assistência Social (CRAS). A equipe multidisciplinar deve atuar no fortalecimento de vínculos e na garantia de direitos básicos, monitorando de perto os marcos do desenvolvimento neuropsicomotor e o estado nutricional da criança, que são frequentemente afetados em contextos de alta vulnerabilidade.
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