UNAERP - Universidade de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2017
Na cidade Y realizou-se estudo para investigar associação entre nível de colesterol sérico e doença isquêmica do coração (DIC). Foram estudados indivíduos do sexo masculino com idade entre 40 e 69 anos, sem DIC no início do estudo (em 1989): 500 com colesterol elevado e 1500 indivíduos com colesterol normal. Entre esses 2000 indivíduos, examinados em 1989 e seguidos até 1994, foram diagnosticados 60 casos de DIC entre aqueles com colesterol elevado e 50 casos entre aqueles com colesterol normal. De acordo com o valor do risco relativo, podemos afirmar que existe uma relação de:
Risco Relativo (RR) > 1,0 indica agravo; RR < 1,0 indica proteção; RR = 1,0 indica efeito nulo.
O Risco Relativo (RR) é uma medida de associação utilizada em estudos de coorte para quantificar o risco de desenvolver um desfecho em indivíduos expostos a um fator de risco, comparado a indivíduos não expostos. Um RR > 1,0 significa que a exposição aumenta o risco do desfecho.
O Risco Relativo (RR) é uma das medidas de associação mais importantes em epidemiologia, especialmente em estudos de coorte e ensaios clínicos. Ele quantifica a força da associação entre uma exposição (fator de risco) e um desfecho (doença), comparando a incidência do desfecho em indivíduos expostos com a incidência em indivíduos não expostos. Um RR maior que 1,0 indica que a exposição é um fator de risco, aumentando a probabilidade do desfecho, enquanto um RR menor que 1,0 sugere um fator de proteção. Um RR igual a 1,0 indica ausência de associação. No caso da questão, o cálculo do RR para hipercolesterolemia e doença isquêmica do coração (DIC) é feito dividindo a incidência de DIC no grupo com colesterol elevado (60/500 = 0,12) pela incidência no grupo com colesterol normal (50/1500 ≈ 0,033). O resultado, RR = 0,12 / 0,033 ≈ 3,6, indica que indivíduos com colesterol elevado têm um risco 3,6 vezes maior de desenvolver DIC. A interpretação correta do Risco Relativo é crucial para a tomada de decisões clínicas e de saúde pública. Compreender que um RR > 1,0 representa um agravo ou fator de risco é fundamental para residentes e estudantes de medicina na avaliação da literatura científica e na aplicação de conceitos de prevenção e tratamento baseados em evidências.
O Risco Relativo é calculado dividindo a incidência do desfecho no grupo exposto pela incidência do desfecho no grupo não exposto.
Um Risco Relativo de 3,6 significa que os indivíduos expostos (com colesterol elevado) têm 3,6 vezes mais chances de desenvolver a doença isquêmica do coração do que os não expostos (com colesterol normal).
O Risco Relativo é mais apropriado para estudos de coorte e ensaios clínicos, onde é possível acompanhar os indivíduos ao longo do tempo e calcular a incidência de novos casos.
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