UFRN/EMCM - Escola Multicampi de Ciências Médicas (RN) — Prova 2020
A partir de um estudo coorte, foram avaliadas 1000 gestantes tabagistas e 1000 gestantes não tabagistas. 100 filhos de mães fumantes e 10 filhos de não fumantes nasceram com baixo peso. O risco relativo é de:
Risco Relativo (RR) = Incidência em Expostos / Incidência em Não Expostos. RR > 1 indica fator de risco.
O Risco Relativo é uma medida de associação utilizada em estudos de coorte para quantificar o quanto a exposição a um fator (tabagismo) aumenta o risco de um desfecho (baixo peso ao nascer). Ele é calculado dividindo-se a incidência do desfecho nos expostos pela incidência nos não expostos.
O Risco Relativo (RR) é uma das medidas de associação mais importantes em epidemiologia, especialmente em estudos de coorte e ensaios clínicos. Ele quantifica a magnitude da associação entre uma exposição (fator de risco) e um desfecho (doença ou condição), indicando quantas vezes mais provável é o desfecho ocorrer no grupo exposto em comparação com o grupo não exposto. Para calcular o RR, primeiro determina-se a incidência do desfecho no grupo exposto (Ie) e a incidência no grupo não exposto (Io). A fórmula é RR = Ie / Io. Um RR > 1 indica que a exposição é um fator de risco, RR < 1 sugere um fator protetor, e RR = 1 indica que não há associação. No contexto da questão, o tabagismo materno é um conhecido fator de risco para baixo peso ao nascer. O cálculo do RR permite quantificar esse risco, sendo uma ferramenta fundamental para a saúde pública e a tomada de decisões clínicas baseadas em evidências. É crucial para residentes e estudantes de medicina compreenderem não apenas o cálculo, mas também a correta interpretação do Risco Relativo.
O Risco Relativo (RR) é usado em estudos de coorte e ensaios clínicos, comparando incidências. O Odds Ratio (OR) é usado em estudos caso-controle, comparando as chances de exposição entre casos e controles.
Um RR de 10 significa que o grupo exposto (mães tabagistas) tem 10 vezes mais chances de desenvolver o desfecho (filho com baixo peso) do que o grupo não exposto (mães não tabagistas).
O Risco Relativo é mais apropriado para estudos de coorte e ensaios clínicos, onde é possível calcular diretamente a incidência do desfecho nos grupos exposto e não exposto.
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