PSU-MG - Processo Seletivo Unificado de Minas Gerais — Prova 2015
Um estudo epidemiológico foi desenvolvido com o objetivo de verificar a associação existente entre nível sérico de colesterol e ocorrência de doença coronariana em 2.750 homens de 30 a 49 anos. O colesterol foi dosado no início do estudo com os seguintes resultados: 1.500 indivíduos apresentaram valores < 200 mg/100 mL (Grupo 1) e em 1.250 o valor era ≥ 200 mg/100 mL (Grupo 2). Os dois grupos foram acompanhados por oito anos e a ocorrência de doença coronária foi observada em 45 indivíduos do Grupo 1 e em 75 do Grupo 2. A medida da força da associação entre a exposição ao nível de colesterol maior ou igual a 200 mg/100 mL e o desfecho de desenvolvimento de doença coronariana, foi de:
Risco Relativo (RR) = Incidência em expostos / Incidência em não expostos.
O Risco Relativo (RR) é a medida de associação para estudos de coorte, indicando quantas vezes mais provável é o desfecho no grupo exposto em comparação ao não exposto. Um RR de 2,0 significa o dobro do risco.
A epidemiologia é uma ferramenta fundamental na medicina, permitindo entender a distribuição e os determinantes de saúde e doença nas populações. Estudos epidemiológicos, como os de coorte, são essenciais para investigar a relação causal entre exposições e desfechos. O Risco Relativo (RR) é uma das principais medidas de associação utilizadas em estudos de coorte, quantificando a força dessa relação. Um estudo de coorte acompanha grupos de indivíduos (expostos e não expostos a um fator de risco) ao longo do tempo para observar a ocorrência de um desfecho. O cálculo do RR envolve a determinação da incidência da doença no grupo exposto (I1) e no grupo não exposto (I0). A fórmula é RR = I1 / I0. Um RR > 1 indica que a exposição é um fator de risco, enquanto um RR < 1 sugere um fator protetor. Um RR = 1 significa que não há associação. Para o residente, compreender o cálculo e a interpretação do Risco Relativo é crucial para a leitura crítica de artigos científicos e para a tomada de decisões clínicas baseadas em evidências. A correta aplicação dessas medidas permite avaliar o impacto de fatores de risco e intervenções na saúde da população, contribuindo para a prática médica informada e a saúde pública.
O Risco Relativo (RR) é usado em estudos de coorte e ensaios clínicos, medindo a razão das incidências. O Odds Ratio (OR) é usado em estudos caso-controle e mede a razão das chances de exposição entre casos e controles.
Um Risco Relativo de 2,0 significa que o grupo exposto tem o dobro do risco de desenvolver o desfecho em comparação com o grupo não exposto. Valores > 1 indicam associação positiva, < 1 associação negativa e = 1 nenhuma associação.
Estudos de coorte permitem calcular diretamente a incidência da doença nos grupos exposto e não exposto, sendo a medida mais direta da força da associação e da relação temporal entre exposição e desfecho.
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