IFF/Fiocruz - Instituto Fernandes Figueira (RJ) — Prova 2019
Um estudo de coorte foi realizado em uma comunidade quilombola de 1.250 habitantes para identificar a associação entre diversos fatores de risco e o diabetes mellitus. Do total, 144 indivíduos haviam nascido com peso menor de 2.500g, e neste grupo ocorreu 30% dos 240 casos novos de diabetes mellitus. De posse destas informações, é CORRETO afirmar que.
Baixo peso ao nascer → ↑ risco de DM na vida adulta (RR = 3.3x).
O risco relativo quantifica a força da associação entre uma exposição (baixo peso) e um desfecho (diabetes mellitus), comparando a incidência do desfecho entre expostos e não expostos em um estudo de coorte. É uma medida fundamental em epidemiologia.
O estudo de coorte é um delineamento epidemiológico observacional que permite investigar a relação entre uma exposição e um desfecho ao longo do tempo. É particularmente útil para estudar fatores de risco e a história natural das doenças, como a associação entre baixo peso ao nascer e o desenvolvimento de diabetes mellitus. A importância clínica reside na identificação de populações de risco para intervenções preventivas. A análise de um estudo de coorte envolve o cálculo da incidência do desfecho nos grupos exposto e não exposto, e posteriormente, o risco relativo. O risco relativo (RR) é a razão entre a incidência no grupo exposto e a incidência no grupo não exposto. Um RR > 1 indica que a exposição é um fator de risco, enquanto um RR < 1 sugere um fator de proteção. Compreender o cálculo e a interpretação do risco relativo é crucial para a prática baseada em evidências, permitindo aos profissionais de saúde avaliar a força das associações e aplicar esse conhecimento na prevenção e manejo de doenças crônicas, como o diabetes mellitus.
O baixo peso ao nascer está associado a alterações metabólicas e epigenéticas que aumentam a predisposição à resistência à insulina e ao diabetes mellitus tipo 2 na vida adulta, elevando o risco de desenvolvimento da doença.
O risco relativo é uma medida de associação que indica quantas vezes mais provável é o desfecho (doença) no grupo exposto em comparação ao grupo não exposto, sendo fundamental para avaliar a força de uma associação e possíveis relações de causalidade.
Um estudo de coorte acompanha grupos de indivíduos (expostos e não expostos) ao longo do tempo para observar a ocorrência de desfechos. Permite calcular a incidência e o risco relativo, sendo ideal para investigar fatores de risco.
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