UNITAU - Universidade de Taubaté (SP) — Prova 2024
Um estudo foi realizado para avaliar a associação entre tempo de amamentação e comportamentos externalizantes na infância e na adolescência. Métodos: foram utilizados dados da Coorte de Nascimentos de Pelotas de 1993. As informações sobre amamentação foram coletadas aos 12 meses. O comportamento foi avaliado aos 4 anos pelo instrumento Child Behavior Checklist (CBCL) e aos 11 e 15 anos pelo Strengths and Difficulties Questionnaire (SDQ), ambos aplicados às mães ou aos responsáveis pela criança. Dos 5.249 participantes da coorte, foram avaliados aqueles com informações completas para amamentação e comportamentos externalizantes: 630 crianças aos 4 anos, 1.227 adolescentes aos 11 anos e 1.199 aos 15 anos. A associação entre duração da amamentação e comportamentos externalizantes foi avaliada por meio de regressão de Poisson com ajuste robusto da variância.POTON, W.L., SOARES, A.L.G., MENEZES, A.M.B., WEHRMEISTER, F.C., GONÇALVES, H. Amamentação e comportamentos externalizantes na infância e adolescência em uma coorte de nascimentos. Rev Panam Salud Publica, 41, 2017.A tabela a seguir apresenta parte dos resultados do estudo referido acima. Analise os dados e, em seguida, assinale a alternativa CORRETA sobre as informações presentes na tabela 2 a seguir.
RR < 1 e IC95% sem incluir 1 → fator de proteção; amamentação ≥6m ↓ risco de hiperatividade.
Um Risco Relativo (RR) de 0,54 significa uma redução de 46% no risco. Como o Intervalo de Confiança de 95% (0,32 a 0,91) não inclui o valor 1, o resultado é estatisticamente significativo, indicando que a amamentação por pelo menos 6 meses é um fator protetor contra a hiperatividade aos 11 anos.
Estudos epidemiológicos, como as coortes de nascimentos, são cruciais para entender fatores de risco e proteção para desfechos de saúde a longo prazo. A interpretação correta de medidas de associação, como o Risco Relativo (RR) e seus Intervalos de Confiança (IC95%), é uma habilidade essencial para profissionais de saúde e pesquisadores. O Risco Relativo (RR) quantifica a força da associação entre uma exposição (neste caso, amamentação) e um desfecho (comportamento externalizante/hiperatividade). Um RR < 1 indica que a exposição é um fator de proteção, ou seja, reduz o risco do desfecho. Um RR de 0,54 significa que o grupo exposto tem 54% do risco do grupo não exposto, ou uma redução de 46% no risco. O Intervalo de Confiança de 95% (IC95%) fornece uma estimativa da precisão do RR. Se o IC95% não incluir o valor 1, o resultado é considerado estatisticamente significativo, sugerindo que a associação observada não é devido ao acaso. Neste caso, a amamentação por pelo menos 6 meses foi significativamente associada a um menor risco de hiperatividade, destacando a importância do aleitamento materno para o desenvolvimento neuropsicomotor infantil.
Um Risco Relativo (RR) menor que 1 indica que a exposição (neste caso, amamentação) é um fator de proteção, ou seja, está associada a uma redução no risco do desfecho (hiperatividade). Por exemplo, um RR de 0,54 significa que o grupo exposto tem 54% do risco do grupo não exposto, ou uma redução de 46% no risco.
Um Intervalo de Confiança de 95% (IC95%) que não inclui o valor 1 (para RR ou OR) indica que o resultado é estatisticamente significativo. Isso significa que há 95% de confiança de que o verdadeiro efeito da exposição está dentro desse intervalo e que a associação observada não é devido ao acaso.
Estudos sugerem que a amamentação prolongada pode ser um fator protetor contra o desenvolvimento de comportamentos externalizantes, como hiperatividade e problemas de conduta, na infância e adolescência. Os mecanismos exatos ainda estão sendo investigados, mas podem envolver aspectos nutricionais, imunológicos e de vínculo mãe-bebê.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo