Santa Casa de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2020
Um estudo randomizado prospectivo avaliou a eficácia da associação das drogas X e Y em comparação ao uso de placebo em pacientes com cefaleia. Foram avaliados, no total 1000 pacientes na proporção 1:1. No grupo intervenção, 250 pacientes apresentaram melhora da dor de cabeça, e no grupo controle apenas 50 pacientes apresentaram redução da cefaleia. Assim, a medida de associação e seu valor que melhor avalia essa relação é:
Estudo prospectivo com incidência → Risco Relativo (RR). RR = (Incidência expostos) / (Incidência não expostos).
Em estudos prospectivos (como ensaios clínicos randomizados), onde se pode calcular a incidência de um desfecho em grupos expostos e não expostos, o Risco Relativo (RR) é a medida de associação mais apropriada. Ele indica quantas vezes mais provável é o desfecho no grupo exposto em comparação ao não exposto.
Em epidemiologia e bioestatística, as medidas de associação são ferramentas cruciais para quantificar a força da relação entre uma exposição (intervenção) e um desfecho. O Risco Relativo (RR) e o Odds Ratio (OR) são as mais comuns, mas sua aplicação depende do desenho do estudo. Em estudos prospectivos, como ensaios clínicos randomizados (ECR) e estudos de coorte, onde os participantes são acompanhados ao longo do tempo e a incidência de um evento pode ser diretamente calculada, o Risco Relativo é a medida de escolha. O Risco Relativo (RR) compara a probabilidade de um evento ocorrer no grupo exposto (intervenção) com a probabilidade de ocorrer no grupo não exposto (controle). Um RR > 1 indica que a exposição aumenta o risco do desfecho, enquanto um RR < 1 indica que a exposição é protetora. Um RR = 1 sugere que não há associação. No caso da questão, com 1000 pacientes divididos 1:1, temos 500 no grupo intervenção e 500 no grupo controle. A incidência no grupo intervenção é 250/500 = 0.5. A incidência no grupo controle é 50/500 = 0.1. Portanto, RR = 0.5 / 0.1 = 5. Para residentes, a compreensão dessas medidas é vital para a leitura crítica de artigos científicos e para a tomada de decisões clínicas baseadas em evidências. Saber quando aplicar o RR versus o OR, e como interpretar seus valores, permite avaliar corretamente a eficácia de intervenções e a força de associações em diferentes contextos clínicos e de pesquisa.
O Risco Relativo é calculado dividindo-se a incidência do desfecho no grupo exposto (intervenção) pela incidência do desfecho no grupo não exposto (controle). No exemplo: (250/500) / (50/500) = 0.5 / 0.1 = 5.
O Risco Relativo (RR) é usado em estudos prospectivos para comparar a incidência de um evento entre grupos. O Odds Ratio (OR) é a razão das chances de um evento ocorrer e é frequentemente usado em estudos caso-controle ou quando o RR não pode ser calculado diretamente.
O Risco Relativo é a medida mais adequada em estudos prospectivos, como ensaios clínicos randomizados e estudos de coorte, onde é possível acompanhar os participantes ao longo do tempo e determinar a incidência do desfecho em cada grupo.
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