UNIFESP/EPM - Universidade Federal de São Paulo - Escola Paulista de Medicina — Prova 2016
Considere as duas situações a seguir: I. De cada 100 homens com idade ≥ 60 anos com hipertensão arterial não tratada e inicialmente sem sinais de acidente vascular cerebral, 8 deles tiveram um episódio de acidente vascular cerebral em cinco anos de acompanhamento. II. 100 pacientes hipertensos do sexo masculino e idade ≥ 60 anos sem sinais de acidente vascular cerebral receberam droga ativa para tratamento da hipertensão arterial. Após cinco anos de acompanhamento houve 5 casos incidentes de acidente vascular cerebral. Com relação às duas situações relatadas acima e, considerando o tipo de estudo epidemiológico realizado, a melhor medida para inferir a força da associação entre hipertensão arterial não tratada e frequência de acidente vascular cerebral é:
Estudo de coorte → Risco Relativo (RR) para força de associação.
O Risco Relativo (RR) é a medida de associação mais apropriada para estudos de coorte, onde se acompanha grupos expostos e não expostos ao longo do tempo para observar a incidência de um desfecho. Ele compara a incidência do desfecho entre os expostos e os não expostos, indicando o quanto a exposição aumenta ou diminui o risco.
As medidas de associação são ferramentas fundamentais em epidemiologia para quantificar a força da relação entre uma exposição (fator de risco) e um desfecho (doença). A escolha da medida correta depende do desenho do estudo epidemiológico. Para estudos de coorte, onde grupos são acompanhados prospectivamente para observar a ocorrência de novos casos, o Risco Relativo (RR) é a medida de eleição. O Risco Relativo calcula a razão entre a incidência do desfecho no grupo exposto e a incidência no grupo não exposto. Ele indica quantas vezes mais provável é o desfecho ocorrer nos expostos em comparação aos não expostos. Um RR > 1 sugere associação positiva, RR < 1 sugere fator protetor e RR = 1 indica ausência de associação. Compreender a aplicação e interpretação do Risco Relativo é crucial para a análise crítica de pesquisas e para a tomada de decisões em saúde pública e clínica, sendo um conceito básico e frequentemente cobrado em provas de residência médica.
O Risco Relativo (RR) é usado em estudos de coorte para comparar a incidência de um desfecho entre expostos e não expostos. O Odds Ratio (OR) é usado em estudos caso-controle para estimar o RR, comparando as chances de exposição entre casos e controles.
O Risco Relativo é a medida mais apropriada em estudos de coorte e ensaios clínicos randomizados, onde é possível calcular a incidência do desfecho nos grupos exposto e não exposto, fornecendo uma estimativa direta do risco.
Um Risco Relativo de 1.6 significa que o grupo exposto tem 1.6 vezes mais chance de desenvolver o desfecho do que o grupo não exposto, ou seja, um aumento de 60% no risco.
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