Risco Relativo: Cálculo e Interpretação em Ensaios Clínicos

INCA - Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (RJ) — Prova 2017

Enunciado

Pesquisadores interessados em um tratamento mais eficaz na redução da letalidade da infecção pulmonar por Klebsiella sp em pacientes portadores de câncer de pulmão em regime de quimioterapia realizaram um ensaio clínico controlado randomizado duplo cego comparando o tratamento antimicrobiano tradicional com o novo tratamento proposto. Os resultados do estudo são apresentados na tabela abaixo (dados fictícios). (Conforme imagem do caderno de questões) Ao compararem o risco de morte de pacientes submetidos ao novo tratamento em relação ao tratamento tradicional, os pesquisadores encontraram um risco relativo igual a:

Alternativas

  1. A) 1,72.
  2. B) 0,58.
  3. C) 0,63.
  4. D) 1,58.

Pérola Clínica

Risco Relativo (RR) = Risco no grupo exposto / Risco no grupo não exposto. RR < 1 = fator protetor.

Resumo-Chave

O Risco Relativo (RR) mede a força da associação entre uma exposição (novo tratamento) e um desfecho (morte). Calcula-se dividindo a incidência do desfecho no grupo exposto pela incidência no grupo não exposto. Um RR < 1 indica que o novo tratamento é um fator protetor, reduzindo o risco de morte.

Contexto Educacional

O Risco Relativo (RR) é uma medida epidemiológica fundamental utilizada para quantificar a força da associação entre uma exposição (como um tratamento ou fator de risco) e um desfecho (como uma doença ou morte). Em ensaios clínicos randomizados, o RR é crucial para avaliar a eficácia de uma nova intervenção, comparando o risco de um evento no grupo que recebeu o tratamento experimental com o risco no grupo controle. A compreensão do RR é essencial para a interpretação crítica de estudos científicos. O cálculo do Risco Relativo é direto: RR = (Incidência do desfecho no grupo exposto) / (Incidência do desfecho no grupo não exposto). Se o RR for igual a 1, não há diferença no risco entre os grupos. Se o RR for maior que 1, a exposição aumenta o risco do desfecho (fator de risco). Se o RR for menor que 1, a exposição diminui o risco do desfecho (fator protetor). No contexto de um novo tratamento, um RR < 1 indica que o tratamento é benéfico. Para a questão apresentada, assumindo que o novo tratamento teve 25 mortes em 100 pacientes (risco = 0.25) e o tratamento tradicional teve 40 mortes em 100 pacientes (risco = 0.40), o Risco Relativo seria 0.25 / 0.40 = 0.625. A alternativa mais próxima é 0.63, indicando que o novo tratamento reduz o risco de morte em aproximadamente 37%. A interpretação correta do RR é vital para a tomada de decisões clínicas baseadas em evidências.

Perguntas Frequentes

Como o Risco Relativo é calculado em um ensaio clínico?

O Risco Relativo é calculado dividindo a incidência do desfecho (ex: morte) no grupo exposto ao novo tratamento pela incidência do mesmo desfecho no grupo controle (tratamento tradicional).

O que significa um Risco Relativo menor que 1?

Um Risco Relativo menor que 1 indica que a exposição (o novo tratamento) é um fator protetor, ou seja, reduz o risco do desfecho (morte) em comparação com o grupo não exposto.

Qual a diferença entre Risco Relativo e Razão de Chances (Odds Ratio)?

O Risco Relativo é uma medida direta da incidência e é mais apropriado para ensaios clínicos e estudos de coorte. A Razão de Chances é uma estimativa do RR, usada em estudos caso-controle ou quando a incidência é rara.

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