UESPI - Universidade Estadual do Piauí — Prova 2018
Imagine que um novo estudo com os 500 adolescentes, divididos em dois grupos de 250 participantes cada, seja realizado. Desta vez, entretanto, o estudo determina prospectivamente o coeficiente de incidência de adolescentes recém-diagnosticados como hipertensos. Exclui os indivíduos com história prévia de hipertensão arterial. Ao longo de um período de 5 anos, 135 indivíduos do grupo exposto e 38 do grupo não exposto receberam o diagnóstico de hipertensão arterial. Os dados foram organizados na tabela abaixo. O risco relativo de desenvolver hipertensão arterial entre os expostos é:
Risco Relativo = Incidência em Expostos / Incidência em Não Expostos.
O Risco Relativo (RR) é uma medida de associação que compara a incidência de uma doença em um grupo exposto a um fator de risco com a incidência no grupo não exposto. Um RR > 1 indica que a exposição aumenta o risco da doença.
O Risco Relativo (RR) é uma das medidas de associação mais importantes em epidemiologia, especialmente em estudos de coorte prospectivos. Ele quantifica a força da associação entre uma exposição e o desenvolvimento de um desfecho (doença), comparando a incidência da doença em um grupo exposto ao fator de interesse com a incidência em um grupo não exposto. Um RR > 1 indica que a exposição é um fator de risco, RR < 1 sugere um fator protetor, e RR = 1 indica ausência de associação. Para calcular o RR, primeiro determinamos a incidência acumulada em cada grupo. No grupo exposto, a incidência é o número de casos novos dividido pelo total de indivíduos expostos. No grupo não exposto, é o número de casos novos dividido pelo total de indivíduos não expostos. O RR é então a razão dessas duas incidências. No exemplo dado, a incidência nos expostos é 135/250 = 0,54, e nos não expostos é 38/250 = 0,152. Assim, RR = 0,54 / 0,152 ≈ 3,55, que arredondado para uma casa decimal é 3,6. A interpretação do Risco Relativo é direta: um RR de 3,6 significa que os adolescentes expostos têm 3,6 vezes mais risco de desenvolver hipertensão arterial do que os adolescentes não expostos. Esta medida é crucial para a tomada de decisões em saúde pública e clínica, auxiliando na identificação de fatores de risco e na avaliação da eficácia de intervenções preventivas.
O Risco Relativo é calculado dividindo-se a incidência da doença no grupo exposto pela incidência da doença no grupo não exposto. A fórmula é RR = [a/(a+b)] / [c/(c+d)], onde 'a' e 'c' são os casos nos expostos e não expostos, e 'a+b' e 'c+d' são os totais de cada grupo.
Um Risco Relativo de 3,6 significa que os indivíduos expostos têm 3,6 vezes mais chances de desenvolver a doença (neste caso, hipertensão arterial) do que os indivíduos não expostos ao fator em questão.
O Risco Relativo é a medida mais apropriada em estudos de coorte, onde é possível acompanhar os indivíduos ao longo do tempo e calcular diretamente as taxas de incidência nos grupos exposto e não exposto.
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