UNESP/HCFMB - Hospital das Clínicas de Botucatu (SP) — Prova 2020
Mulher de 81 anos relata tontura quando fica em pé e medo de cair. AP: HAS, incontinência urinária e osteoartrite de joelhos. Medicações em uso regular: captopril, anlodipino, hidroclorotiazida, paracetamol e oxibutinina. Exame físico: PA 120/70 mmHg (deitada), FC 76 bpm, pulso regular, levanta-se da cadeira sem utilizar apoio, teste time up and go 10 s. A conduta mais adequada para avaliar o risco de queda dessa paciente é
Idoso com tontura ao levantar e medo de cair → sempre investigar hipotensão ortostática com PA deitada e em pé.
A tontura ao ficar em pé em idosos é um sintoma clássico de hipotensão ortostática, um importante fator de risco para quedas. A avaliação da pressão arterial nas posições deitada e em pé é crucial para o diagnóstico e manejo dessa condição.
Quedas são um problema de saúde pública significativo em idosos, associadas a morbidade, mortalidade e perda de independência. A avaliação do risco de queda é fundamental na prática geriátrica, e a tontura ao ficar em pé é um sintoma de alerta importante. A hipotensão ortostática é uma causa comum de tontura e quedas em idosos, caracterizada por uma queda significativa da pressão arterial ao mudar da posição deitada para a em pé. Fatores como polifarmácia (anti-hipertensivos, diuréticos, anticolinérgicos como oxibutinina) e condições cardiovasculares contribuem para sua ocorrência. A conduta mais adequada para avaliar o risco de queda nessa paciente é mensurar a pressão arterial sentada e em pé para investigar hipotensão ortostática. Outras avaliações, como o teste Time Up and Go, já foram realizadas e indicam um risco moderado (10s), mas a causa da tontura postural precisa ser esclarecida.
Os principais fatores de risco para quedas em idosos incluem hipotensão ortostática, uso de múltiplas medicações (polifarmácia), distúrbios de equilíbrio e marcha, fraqueza muscular, problemas visuais e cognitivos, e condições crônicas como osteoartrite.
O diagnóstico de hipotensão ortostática é feito pela medida da pressão arterial (PA) após 5 minutos de repouso na posição deitada e novamente após 1 e 3 minutos na posição em pé. Uma queda de ≥ 20 mmHg na PA sistólica ou ≥ 10 mmHg na PA diastólica é diagnóstica.
Diversas medicações podem aumentar o risco de hipotensão ortostática, incluindo anti-hipertensivos (como captopril, anlodipino, hidroclorotiazida), diuréticos, antidepressivos, sedativos e anticolinérgicos (como oxibutinina).
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