CESUPA - Centro Universitário do Estado do Pará — Prova 2025
No que diz respeito à avaliação de risco perioperatório em relação ao tipo de cirurgia, qual dos procedimentos abaixo é considerado de alto risco?
Cirurgias vasculares, como bypass femoro-poplíteo, são de alto risco perioperatório cardiovascular.
Cirurgias vasculares, especialmente as arteriais periféricas e aórticas, são classicamente classificadas como de alto risco perioperatório devido à alta prevalência de doença aterosclerótica sistêmica nos pacientes e à natureza estressante do procedimento.
A avaliação de risco perioperatório é um componente essencial do cuidado pré-operatório, visando identificar pacientes com maior probabilidade de desenvolver complicações e otimizar sua condição clínica. Um dos fatores mais importantes nessa avaliação é o tipo de cirurgia, que é classificado em baixo, intermediário e alto risco cardiovascular, com base na incidência de eventos cardíacos adversos maiores (MACE) em 30 dias. Cirurgias de alto risco são aquelas associadas a uma incidência de MACE superior a 5%. Esta categoria inclui classicamente as cirurgias vasculares (especialmente as cirurgias aórticas e arteriais periféricas, como o bypass femoro-poplíteo), grandes cirurgias torácicas e abdominais abertas, e transplantes de órgãos. A alta prevalência de doença aterosclerótica sistêmica em pacientes que necessitam de cirurgias vasculares contribui significativamente para este elevado risco. A identificação do risco cirúrgico permite a implementação de estratégias de manejo, como a otimização de medicações (beta-bloqueadores, estatinas), a realização de exames complementares (como ecocardiograma ou testes de estresse) e a consideração de intervenções pré-operatórias em casos selecionados. Compreender a classificação de risco é fundamental para o planejamento anestésico-cirúrgico e para a comunicação eficaz com o paciente sobre os potenciais desfechos.
Cirurgias de alto risco são aquelas com uma incidência de eventos cardíacos adversos maiores (MACE) > 5%, incluindo cirurgias vasculares (aórticas e arteriais periféricas), grandes cirurgias torácicas e abdominais, e transplantes de órgãos.
Pacientes submetidos a cirurgias vasculares frequentemente possuem doença aterosclerótica sistêmica avançada, aumentando o risco de eventos isquêmicos miocárdicos perioperatórios devido ao estresse cirúrgico e à própria patologia.
A avaliação de risco pré-operatório é crucial para identificar pacientes com maior probabilidade de complicações, permitindo a otimização clínica, o planejamento de monitorização intensiva e a discussão de riscos com o paciente.
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