UNESC - Centro Universitário do Espírito Santo — Prova 2026
Recém-nascido, 39 semanas de idade gestacional, Peso Nascimento: 3035g, APGAR 9/10, não apresentou necessidade de reanimação neonatal ao nascimento. Bolsa rota de 22 horas, pesquisa para estreptococo do grupo B negativa. Sem relato de febre materna. Exame: FR: 55irpm, FC 145bpm, eupneico, ativo, corado, hidratado, SatO2 98%. Ausculta cardiorrespiratória normal, TEC menor 2 segundos. Segundo a Sociedade Brasileira de Pediatria, está indicado como boa prática:
RN termo, GBS negativo, bolsa rota >18h, assintomático → Vigilância clínica em alojamento conjunto por 48h, contato pele-pele, aleitamento.
Recém-nascidos a termo, com bolsa rota prolongada (>18h) mas com pesquisa para Estreptococo do Grupo B (GBS) negativa e sem sinais de infecção, podem permanecer em alojamento conjunto; a conduta preconizada é a vigilância clínica por 48 horas, estimulando o contato pele-a-pele e o aleitamento materno na primeira hora de vida.
A avaliação do risco infeccioso neonatal é crucial para a tomada de decisão clínica. A presença de bolsa rota prolongada (>18 horas) é um fator de risco para sepse neonatal precoce. No entanto, a pesquisa negativa para Streptococcus do Grupo B (GBS) na mãe e a ausência de sinais clínicos de infecção no recém-nascido a termo modificam a conduta. A Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) preconiza que, nesses casos, o recém-nascido assintomático pode permanecer em alojamento conjunto, com vigilância clínica rigorosa dos sinais vitais por 48 horas. É fundamental estimular o contato pele-a-pele e o aleitamento materno na primeira hora de vida, devido aos seus múltiplos benefícios para o desenvolvimento e a saúde do neonato. A antibioticoterapia empírica deve ser reservada para casos com maior risco ou evidência de infecção.
Geralmente, bolsa rota por mais de 18 horas é considerada um fator de risco para infecção neonatal.
Não necessariamente. Se o RN estiver assintomático, a conduta é vigilância clínica em alojamento conjunto por 48 horas, sem antibióticos.
Promovem vínculo, estabilidade térmica, colonização com microbiota materna protetora e reduzem o risco de hipoglicemia, mesmo em situações de vigilância.
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