Multivix - Faculdade Multivix Vitória (ES) — Prova 2022
J.P.L., 72 anos, internado há 10 dias por quadro de cólica biliar refratária associada a infecção do trato urinário, em tratamento com ceftriaxone há 5 dias. Tem história de tabagismo e provável doença pulmonar obstrutiva crônica, sem sintomas respiratórios no momento. Qual das alternativas abaixo confere, ao paciente, maior risco de mortalidade relacionada à abordagem operatória?
Internação hospitalar prolongada (>7 dias) pré-operatória → ↑ risco de mortalidade e morbidade cirúrgica.
A internação hospitalar prolongada antes de uma cirurgia eletiva ou semi-eletiva é um marcador de maior fragilidade do paciente, presença de comorbidades descompensadas ou infecções nosocomiais, elevando significativamente o risco de complicações e mortalidade pós-operatória. Outros fatores como idade e tabagismo também são importantes, mas a internação prolongada agrega múltiplos riscos.
A avaliação do risco cirúrgico é uma etapa fundamental no planejamento de qualquer procedimento operatório, visando identificar pacientes com maior probabilidade de desenvolver complicações e mortalidade. Diversos fatores contribuem para esse risco, e o reconhecimento precoce permite a implementação de estratégias de otimização pré-operatória. Entre os fatores de risco, a idade avançada, o tabagismo e a presença de infecções são bem estabelecidos. No entanto, a internação hospitalar prolongada antes da cirurgia emerge como um preditor independente e significativo de desfechos adversos. Pacientes que permanecem internados por mais de 7 a 10 dias antes de uma cirurgia frequentemente apresentam maior complexidade clínica, comorbidades descompensadas, maior risco de descondicionamento físico e maior exposição a patógenos hospitalares, o que eleva substancialmente a morbimortalidade pós-operatória. Para o residente, é crucial integrar todos esses fatores na avaliação global do paciente. A otimização do estado clínico, o controle de infecções e a minimização do tempo de internação pré-operatória, quando clinicamente viável, são estratégias importantes para melhorar os resultados cirúrgicos e garantir a segurança do paciente.
Os principais fatores de risco incluem idade avançada, comorbidades significativas (doença cardíaca, pulmonar, renal, hepática), estado nutricional deficiente, emergência da cirurgia, tipo de cirurgia e, notavelmente, internação hospitalar prolongada pré-operatória.
A internação prolongada (>7 dias) antes da cirurgia é um indicador de maior gravidade da doença subjacente, descompensação de comorbidades, maior risco de infecções nosocomiais (como bactérias multirresistentes) e pior estado funcional do paciente, culminando em maior morbimortalidade pós-operatória.
Uma avaliação pré-operatória abrangente visa identificar e otimizar os fatores de risco. Isso inclui controle de comorbidades, melhora do estado nutricional, cessação do tabagismo, tratamento de infecções e, quando possível, evitar internações prolongadas antes de cirurgias eletivas.
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