Grupo OPTY - Rede de Oftalmologia — Prova 2024
Segundo dados do DATASUS, em 2019 foram realizados mais de 5 milhões de procedimentos cirúrgicos, com mortalidade perioperatória geral de 1,6%. Com o envelhecimento da população e o aumento da expectativa de vida, tais procedimentos são realizados em uma população com idade média mais avançada e prevalência de maior comorbidades. Nesse contexto, avaliação clínica perioperatória ganha cada vez mais importância na tentativa de diminuir comorbidades e a mortalidade perioperatórias.Manual do Residente de Clínica Médica. Maria Helena Sampaio Favarato et al. – 3.a ed. Santana de Parnaíba-SP: Manole, 2023.Tendo o texto apenas como caráter informativo e levando em conta o tema que ele suscita e seus conhecimentos prévios, julgue o item.Cirurgias oftalmológicas de emergência são classificadas de baixo risco intrínseco.
Cirurgias de emergência, mesmo oftalmológicas, NÃO são de baixo risco intrínseco devido ao contexto de urgência.
O risco cirúrgico é determinado por fatores intrínsecos ao procedimento e fatores relacionados ao paciente. Cirurgias oftalmológicas eletivas são geralmente de baixo risco intrínseco. No entanto, o caráter de 'emergência' de qualquer cirurgia, incluindo as oftalmológicas, eleva o risco perioperatório devido à falta de tempo para otimização clínica do paciente e à condição subjacente que levou à emergência.
A avaliação clínica perioperatória é um componente crítico na medicina moderna, visando identificar e mitigar riscos associados a procedimentos cirúrgicos. Com o envelhecimento da população e o aumento da prevalência de comorbidades, a otimização do paciente antes da cirurgia tornou-se ainda mais relevante para reduzir a morbimortalidade. A classificação do risco cirúrgico é multifatorial, considerando tanto as características do paciente quanto as do procedimento. O risco intrínseco de uma cirurgia refere-se ao risco inerente ao tipo de procedimento em si, independentemente das condições do paciente. Cirurgias oftalmológicas eletivas, como a de catarata, são classicamente classificadas como de baixo risco intrínseco devido à sua natureza minimamente invasiva e baixo impacto fisiológico. No entanto, o contexto de 'emergência' altera significativamente essa classificação. Uma cirurgia de emergência, por definição, não permite tempo para uma avaliação pré-operatória completa e otimização das condições clínicas do paciente. O paciente pode estar hemodinamicamente instável, com comorbidades descompensadas ou em um estado fisiológico comprometido pela condição aguda que exige a intervenção imediata. Portanto, mesmo um procedimento que seria de baixo risco em caráter eletivo, como uma cirurgia oftalmológica para trauma ocular grave, assume um risco perioperatório consideravelmente maior devido à urgência e ao estado clínico do paciente.
O risco perioperatório é determinado por fatores relacionados ao paciente (comorbidades, idade, estado funcional), ao tipo de cirurgia (porte, invasividade, urgência) e ao tipo de anestesia. A classificação ASA e o risco intrínseco do procedimento são ferramentas importantes.
Cirurgias de emergência têm maior risco porque geralmente não há tempo para otimização pré-operatória de comorbidades, o paciente pode estar em pior estado clínico devido à condição aguda, e a urgência do procedimento aumenta a complexidade e o estresse fisiológico.
Baixo risco: cirurgia de catarata, endoscopia. Risco intermediário: colecistectomia laparoscópica, cirurgia de quadril. Alto risco: cirurgia vascular de grande porte, transplante de órgãos, cirurgia cardíaca.
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