Risco Cardiovascular Perioperatório: Preditores e Classificação

HNMD - Hospital Naval Marcílio Dias (RJ) — Prova 2020

Enunciado

Dentre os preditores clínicos de aumento do risco cardiovascular perioperatórios, qual aquele que corresponde a Risco Intermediário?

Alternativas

  1. A) síndromes coronarianas instáveis.
  2. B) insuficiência cardíaca descompensada.
  3. C) bloqueio atrioventricular de alto grau.
  4. D) infarto agudo do miocárdio anterior identificado pelo histórico ou evidências patológicas.
  5. E) eletrocardiograma anormal (hipertrofia ventricular esquerda, bloqueio do ramo esquerdo, anormalidades no segmento ST-T).

Pérola Clínica

IAM prévio (histórico/patológico) = preditor de risco cardiovascular intermediário perioperatório.

Resumo-Chave

A avaliação do risco cardiovascular perioperatório é crucial para a segurança do paciente. Preditores de risco são classificados em maiores, intermediários e menores, guiando a necessidade de investigação adicional e otimização clínica antes da cirurgia.

Contexto Educacional

A avaliação do risco cardiovascular perioperatório é um componente fundamental da avaliação pré-operatória, visando identificar pacientes com maior probabilidade de eventos cardíacos adversos durante e após a cirurgia não cardíaca. Essa estratificação permite a implementação de estratégias para otimizar a condição do paciente e reduzir complicações, como infarto do miocárdio, arritmias e morte cardíaca. Os preditores de risco são classificados em maiores, intermediários e menores. Preditores maiores incluem síndromes coronarianas instáveis, insuficiência cardíaca descompensada, arritmias significativas e doença valvar grave. Preditores intermediários englobam infarto agudo do miocárdio prévio, angina pectoris estável, insuficiência cardíaca compensada, diabetes mellitus e insuficiência renal. Preditores menores são idade avançada, ECG anormal e ritmo não sinusal. A identificação desses preditores guia a necessidade de exames complementares, consultas com cardiologistas e, em alguns casos, o adiamento da cirurgia para otimização clínica. O manejo adequado visa minimizar o estresse cardíaco perioperatório e garantir a segurança do paciente, melhorando os resultados cirúrgicos e reduzindo a morbimortalidade cardiovascular.

Perguntas Frequentes

Quais são os preditores de risco cardiovascular maiores no perioperatório?

Os preditores de risco maiores incluem síndromes coronarianas instáveis, insuficiência cardíaca descompensada, arritmias significativas (bloqueio AV de alto grau, arritmias ventriculares novas) e doença valvar grave.

Como o infarto agudo do miocárdio prévio se classifica no risco perioperatório?

O infarto agudo do miocárdio prévio, identificado pelo histórico ou evidências patológicas, é classificado como um preditor de risco intermediário, indicando um risco elevado, mas não o mais alto, de eventos cardíacos perioperatórios.

Qual a importância de um eletrocardiograma anormal na avaliação de risco?

Um eletrocardiograma anormal, com achados como hipertrofia ventricular esquerda ou bloqueio de ramo esquerdo, é considerado um preditor de risco menor. Embora não seja um risco maior, indica a necessidade de investigação adicional e pode influenciar o manejo perioperatório.

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