HNMD - Hospital Naval Marcílio Dias (RJ) — Prova 2020
Dentre os preditores clínicos de aumento do risco cardiovascular perioperatórios, qual aquele que corresponde a Risco Intermediário?
IAM prévio (histórico/patológico) = preditor de risco cardiovascular intermediário perioperatório.
A avaliação do risco cardiovascular perioperatório é crucial para a segurança do paciente. Preditores de risco são classificados em maiores, intermediários e menores, guiando a necessidade de investigação adicional e otimização clínica antes da cirurgia.
A avaliação do risco cardiovascular perioperatório é um componente fundamental da avaliação pré-operatória, visando identificar pacientes com maior probabilidade de eventos cardíacos adversos durante e após a cirurgia não cardíaca. Essa estratificação permite a implementação de estratégias para otimizar a condição do paciente e reduzir complicações, como infarto do miocárdio, arritmias e morte cardíaca. Os preditores de risco são classificados em maiores, intermediários e menores. Preditores maiores incluem síndromes coronarianas instáveis, insuficiência cardíaca descompensada, arritmias significativas e doença valvar grave. Preditores intermediários englobam infarto agudo do miocárdio prévio, angina pectoris estável, insuficiência cardíaca compensada, diabetes mellitus e insuficiência renal. Preditores menores são idade avançada, ECG anormal e ritmo não sinusal. A identificação desses preditores guia a necessidade de exames complementares, consultas com cardiologistas e, em alguns casos, o adiamento da cirurgia para otimização clínica. O manejo adequado visa minimizar o estresse cardíaco perioperatório e garantir a segurança do paciente, melhorando os resultados cirúrgicos e reduzindo a morbimortalidade cardiovascular.
Os preditores de risco maiores incluem síndromes coronarianas instáveis, insuficiência cardíaca descompensada, arritmias significativas (bloqueio AV de alto grau, arritmias ventriculares novas) e doença valvar grave.
O infarto agudo do miocárdio prévio, identificado pelo histórico ou evidências patológicas, é classificado como um preditor de risco intermediário, indicando um risco elevado, mas não o mais alto, de eventos cardíacos perioperatórios.
Um eletrocardiograma anormal, com achados como hipertrofia ventricular esquerda ou bloqueio de ramo esquerdo, é considerado um preditor de risco menor. Embora não seja um risco maior, indica a necessidade de investigação adicional e pode influenciar o manejo perioperatório.
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