PSU-MG - Processo Seletivo Unificado de Minas Gerais — Prova 2021
O ato anestésico-cirúrgico pode produzir alterações hemodinâmicas, especialmente pela depressão miocárdica e vasodilatação arterial e venosa causadas pelos anestésicos e pela perda volêmica. A ocorrência de comorbidades no pré-operatório aumenta o risco de complicações cardiovasculares no perioperatório. Considerando estas informações, assinale a alternativa que apresenta a situação clínica com MAIOR PROBABILIDADE de resultar em complicações cardiovasculares no perioperatório.
Estenose aórtica grave → Maior risco de complicações cardiovasculares perioperatórias.
A estenose aórtica grave é uma das condições cardíacas de maior risco para o perioperatório, pois o coração não consegue aumentar o débito cardíaco em resposta às demandas da cirurgia e anestesia, levando a instabilidade hemodinâmica.
A avaliação do risco cardiovascular perioperatório é um pilar fundamental na preparação de pacientes para cirurgia. Comorbidades cardíacas preexistentes podem aumentar significativamente a morbimortalidade, e a identificação e otimização dessas condições são cruciais para a segurança do paciente. Entre as diversas cardiopatias, a estenose aórtica grave destaca-se como uma das condições de maior risco. Sua fisiopatologia, caracterizada por uma obstrução fixa à saída do ventrículo esquerdo, impede o aumento do débito cardíaco em resposta ao estresse anestésico-cirúrgico. Isso torna os pacientes extremamente vulneráveis a hipotensão, isquemia miocárdica e arritmias, mesmo com pequenas variações hemodinâmicas. O manejo perioperatório de pacientes com estenose aórtica grave exige uma abordagem multidisciplinar e meticulosa. A manutenção da pré-carga, a prevenção da taquicardia e da hipotensão, e a escolha criteriosa dos agentes anestésicos são essenciais. Em muitos casos, a cirurgia eletiva deve ser adiada até a correção da estenose aórtica ou a otimização máxima do paciente, visando minimizar os riscos de eventos cardiovasculares adversos.
A estenose aórtica grave impede o aumento do débito cardíaco em resposta ao estresse cirúrgico e anestésico. A vasodilatação induzida por anestésicos pode levar a hipotensão grave, isquemia miocárdica e arritmias, pois o coração não consegue bombear sangue suficiente através da válvula estreitada.
Os cuidados incluem manter a pré-carga, evitar a taquicardia e a hipotensão, e usar agentes anestésicos que preservem a contratilidade miocárdica. A monitorização hemodinâmica invasiva é frequentemente necessária.
Além da estenose aórtica grave, outras condições de alto risco incluem infarto agudo do miocárdio recente (< 6 meses), angina instável, insuficiência cardíaca descompensada e arritmias graves não controladas.
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