AMP - Associação Médica do Paraná — Prova 2020
Senhora de 55 anos, vem para consulta ginecológica de rotina. Refere que seu útero foi retirado cirurgicamente aos 45 anos por sangramento menstrual aumentado. Ao examiná-la você encontra PA: 120/80mmHg, IMC de 29 e cintura abdominal de 0,95m. Queixa-se de dores recentes nos joelhos. A principal informação do histórico familiar é de que sua mãe morreu devido a um infarto agudo do miocárdio. No retorno você verifica que os exames de imagem e laboratoriais inclusive glicemia e lipidograma estão normais. Qual o diagnóstico e que orientações terapêuticas são indispensáveis para ela?
Mulher 55a, sobrepeso (IMC 29), cintura 0,95m, história familiar IAM, exames normais → Orientar mudança de hábitos e exercícios sem impacto.
Apesar dos exames laboratoriais normais, a paciente apresenta fatores de risco importantes (idade, sobrepeso, circunferência abdominal elevada, histórico familiar de IAM) que a colocam em risco cardiovascular. A orientação deve focar em mudanças de hábitos de vida, incluindo dieta e exercícios físicos adaptados para evitar impacto nas articulações doloridas.
A avaliação do risco cardiovascular em mulheres, especialmente na pós-menopausa, é crucial devido à mudança no perfil hormonal e ao aumento da incidência de doenças cardiovasculares. Embora os exames laboratoriais possam estar normais em um dado momento, a presença de sobrepeso (IMC 29), obesidade abdominal (cintura 0,95m) e um forte histórico familiar de infarto agudo do miocárdio na mãe são fatores de risco independentes e cumulativos que exigem intervenção. A fisiopatologia do risco cardiovascular nessa paciente envolve a inflamação crônica de baixo grau associada à obesidade, disfunção endotelial e o impacto genético da história familiar. Mesmo com glicemia e lipidograma normais, o risco não é nulo. A dor nos joelhos, provavelmente osteoartrose, é uma comorbidade comum que deve ser considerada na prescrição de exercícios. As orientações terapêuticas devem ser individualizadas e focar na prevenção primária. A mudança de hábitos de vida, incluindo uma dieta saudável e a prática regular de exercícios físicos, é a pedra angular do tratamento. Os exercícios devem ser adaptados para evitar o impacto nos joelhos, priorizando atividades como natação, hidroginástica ou ciclismo. O orlistate não é a primeira linha para sobrepeso sem comorbidades graves e não substitui a mudança de estilo de vida.
Os principais fatores incluem idade, sobrepeso/obesidade, sedentarismo, dislipidemia, hipertensão arterial, diabetes mellitus e histórico familiar de doença coronariana precoce.
A circunferência abdominal elevada (>88 cm em mulheres) é um marcador de obesidade central e está fortemente associada à resistência à insulina, dislipidemia, hipertensão e maior risco de eventos cardiovasculares, mesmo com IMC normal.
Para pacientes com dor nos joelhos, são recomendados exercícios de baixo impacto, como caminhada em superfícies macias, natação, hidroginástica, ciclismo (bicicleta ergométrica) e exercícios de fortalecimento muscular sem carga excessiva.
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