HMAR - Hospital Memorial Arthur Ramos (AL) — Prova 2021
Muitos dos indivíduos de meia idade pertencem a essa categoria de risco intermediário. Sendo correto o item:
DM sem DASC ou ER = risco cardiovascular intermediário, exigindo estratificação cuidadosa.
Pacientes com Diabetes Mellitus, mesmo na ausência de doença aterosclerótica subclínica (DASC) ou de outros estratificadores de risco (ER), são classificados como de risco cardiovascular intermediário. Essa classificação é crucial para guiar a intensidade das intervenções preventivas, como controle de fatores de risco e, se indicado, terapia medicamentosa.
A estratificação do risco cardiovascular é um pilar fundamental na prevenção primária de doenças cardiovasculares, permitindo a individualização das metas terapêuticas e a intensidade das intervenções. Indivíduos de meia-idade frequentemente se enquadram na categoria de risco intermediário, o que exige uma avaliação mais aprofundada para refinar essa classificação. O Diabetes Mellitus (DM) é um potente fator de risco cardiovascular. As diretrizes atuais consideram que portadores de DM, mesmo na ausência de doença aterosclerótica subclínica (DASC) ou de outros estratificadores de risco (ER), já são classificados, no mínimo, como de risco cardiovascular intermediário. Isso significa que o DM, por si só, eleva o risco de eventos cardiovasculares a um patamar que exige atenção e manejo preventivo. A identificação desses pacientes como de risco intermediário é crucial para a tomada de decisões clínicas, como a introdução de terapias farmacológicas (ex: estatinas) e a intensificação das modificações de estilo de vida. A presença de DASC ou ER adicionais em pacientes com DM eleva o risco para categorias mais altas (alto ou muito alto), exigindo intervenções ainda mais agressivas. Portanto, o DM é um marcador de risco significativo que não deve ser subestimado, mesmo em sua apresentação inicial sem complicações macrovasculares evidentes.
Um paciente é classificado como de risco cardiovascular intermediário quando seu risco de eventos cardiovasculares em 10 anos está entre 5% e 20%, ou quando possui fatores de risco que, por si só, já elevam o risco, como o Diabetes Mellitus.
A estratificação é fundamental para individualizar o tratamento e as metas terapêuticas. Ela permite identificar pacientes que se beneficiarão de intervenções mais agressivas, como o uso de estatinas ou anti-hipertensivos, visando a prevenção primária de eventos cardiovasculares.
Estratificadores de risco são condições ou fatores que aumentam o risco cardiovascular (ex: doença renal crônica, história familiar precoce). DASC refere-se à presença de aterosclerose detectada por exames de imagem (ex: escore de cálcio coronariano, espessamento médio-intimal da carótida) antes do surgimento de sintomas.
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