ICEPI - Instituto Capixaba de Ensino, Pesquisa e Inovação (ES) — Prova 2021
A estratificação do risco cardiovascular, por parte do Médico, faz parte da avaliação de todo paciente hipertenso que se apresente em consulta médica. Assinalar a alternativa que apresenta um fator que influencia o risco cardiovascular global em pacientes com hipertensão:
Diabetes Mellitus é um fator de risco cardiovascular MAIOR e independente, elevando significativamente o risco global em pacientes hipertensos.
O Diabetes Mellitus é um dos principais fatores de risco cardiovascular, impactando diretamente a estratificação de risco global em pacientes hipertensos. Sua presença, independentemente de outros fatores, já eleva o paciente a uma categoria de risco mais alta, exigindo manejo mais agressivo da hipertensão e das comorbidades.
A estratificação do risco cardiovascular é uma etapa crucial na avaliação de todo paciente com hipertensão arterial sistêmica (HAS). Ela permite identificar indivíduos com maior probabilidade de desenvolver eventos cardiovasculares (infarto agudo do miocárdio, acidente vascular cerebral, doença arterial periférica, insuficiência cardíaca) e guiar a intensidade das intervenções terapêuticas. Diversos fatores influenciam o risco cardiovascular global. Entre eles, destacam-se os fatores de risco tradicionais (idade, sexo, tabagismo, dislipidemia, obesidade, sedentarismo), a presença de comorbidades (como o Diabetes Mellitus e a doença renal crônica) e a existência de lesões em órgãos-alvo ou doença cardiovascular estabelecida. O Diabetes Mellitus, em particular, é um fator de risco de grande magnitude, que por si só já eleva o paciente a uma categoria de alto risco cardiovascular, independentemente dos níveis pressóricos. A avaliação completa do paciente hipertenso deve incluir a busca ativa por esses fatores de risco e comorbidades, a fim de realizar uma estratificação precisa e implementar um plano de manejo individualizado que contemple não apenas o controle da pressão arterial, mas também a modificação de estilo de vida e o tratamento de todas as condições associadas para reduzir o risco de eventos futuros.
Os principais fatores incluem idade avançada, sexo (masculino ou feminino pós-menopausa), tabagismo, dislipidemia, diabetes mellitus, obesidade, sedentarismo e histórico familiar de doença cardiovascular precoce.
O Diabetes Mellitus é um fator de risco independente e de grande impacto, pois acelera a aterosclerose e aumenta o risco de eventos cardiovasculares, classificando o paciente em alto risco, mesmo com outros fatores controlados.
Uma taxa de filtração glomerular reduzida (<60 mL/min/1,73m²) indica doença renal crônica, que é um marcador de dano em órgão-alvo e um importante fator de risco cardiovascular, elevando o risco global do paciente.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo