HSL/Sírio - Hospital Sírio-Libanês (SP) — Prova 2023
Mulher de 57 anos, em tratamento de diabetes mellitus tipo 2 (DM2) há 4 anos. Alimentação equilibrada e saudável, não é tabagista, pratica musculação 2 vezes por semana e caminhada 5 vezes por semana desde que soube do diagnóstico. Antecedentes familiares – mãe e irmã com DM2, sem doenças cardiovasculares graves ou câncer. Está assintomática. IMC: 24. PA: 110 × 70. Hb glicada: 6,8. Creatinina: 0,70. Microalbuminúria: 5 mg/g. Colesterol total: 186. HDL: 60. Triglicérides (TGD):135. O risco cardiovascular (RCV) desta paciente de acordo com a Diretriz Brasileira de Dislipidemias de 2017 é:
DM2 sem lesão de órgão-alvo e <3 fatores de risco adicionais → Risco Cardiovascular ALTO (Diretriz 2017).
Pacientes com Diabetes Mellitus tipo 2, mesmo bem controlados e com poucos outros fatores de risco, são classificados como de Alto Risco Cardiovascular pela Diretriz Brasileira de Dislipidemias de 2017. A presença de DM2 por si só já eleva o risco.
A avaliação do risco cardiovascular (RCV) é fundamental na prática clínica, especialmente em pacientes com Diabetes Mellitus tipo 2 (DM2), uma condição que confere um risco intrínseco elevado para eventos cardiovasculares. As diretrizes brasileiras de dislipidemias fornecem critérios claros para essa estratificação, visando guiar as metas terapêuticas e as intervenções preventivas. De acordo com a Diretriz Brasileira de Dislipidemias de 2017, o diagnóstico de DM2, por si só, já classifica o paciente como de Alto Risco Cardiovascular, mesmo na ausência de lesão de órgão-alvo ou de múltiplos outros fatores de risco. A presença de lesão de órgão-alvo (como microalbuminúria >30 mg/g, retinopatia ou nefropatia) ou de três ou mais fatores de risco adicionais (hipertensão, tabagismo, dislipidemia, história familiar de doença cardiovascular precoce) eleva o paciente para a categoria de Muito Alto Risco. É crucial que residentes e profissionais de saúde compreendam essa classificação para implementar as estratégias de prevenção primária e secundária adequadas, incluindo o controle rigoroso da glicemia, pressão arterial e dislipidemia, além de incentivar mudanças no estilo de vida. A identificação correta do RCV permite personalizar o tratamento e otimizar o prognóstico dos pacientes com DM2.
Pacientes com DM2 são classificados como de alto risco cardiovascular, a menos que apresentem lesão de órgão-alvo ou múltiplos fatores de risco, o que os eleva para muito alto risco.
A presença de lesão de órgão-alvo (ex: microalbuminúria >30 mg/g, retinopatia, nefropatia) ou a coexistência de três ou mais fatores de risco adicionais (HAS, tabagismo, dislipidemia, história familiar de DCV precoce).
A microalbuminúria, quando presente (>30 mg/g), é um marcador de lesão de órgão-alvo e eleva o paciente com DM2 para a categoria de muito alto risco cardiovascular.
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