HAC - Hospital Angelina Caron (PR) — Prova 2020
Homem, de 51 anos, branco, assintomático, vem ao consultório para consulta de rotina. Tem diagnóstico de diabetes mellitus tipo 2 há 02 anos em uso de metformina 1g/dia, é ex-tabagista e relata histórico familiar de doença coronariana (dois irmãos, aos 45 e 48 anos, ambos submetidos a cirurgia de revascularização do miocárdio). Exame clínico: PA= 140x80 mmHg, FC= 82 bpm, IMC=31,2 Kg/m2, Bulhas cardíacas rítmicas, normofonéticas, sem sopros, restante sem alterações. Exames laboratoriais: Colesterol total = 216 mg/dL; LDL= 135 mg/dL, HDL = 38 mg/dL, Triglicérides = 216 mg/dL, Glicemia de jejum= 152 mg/dL; hemoglobina glicada Hb1Ac= 7,6%; PCR ultrassensível= 4,1 mg/L; Creatinina= 1,1 mg/dL. Hemograma, transaminases, CPK, função tireoidiana e urina tipo 1 normais. Segundo a diretriz brasileira de prevenção cardiovascular para reduzir morbidade e mortalidade cardiovascular, neste paciente, devemos classificá-lo e adotar as seguintes condutas terapêuticas:
DM2 com DAC familiar precoce e outros fatores → Risco Alto, metas agressivas de PA (<130/80), HbA1c (<7%) e estatina.
Pacientes com Diabetes Mellitus Tipo 2 já são considerados de alto risco cardiovascular. A presença de história familiar de doença coronariana precoce (irmãos < 55 anos) eleva ainda mais esse risco, classificando-o como 'Alto' ou 'Muito Alto' dependendo da diretriz. As metas terapêuticas para esses pacientes são mais rigorosas, incluindo controle pressórico (<130/80 mmHg), glicêmico (HbA1c < 7,0%) e uso de estatina para dislipidemia.
A avaliação do risco cardiovascular é fundamental em pacientes com Diabetes Mellitus Tipo 2 (DM2), pois estes já possuem um risco inerentemente elevado de eventos cardiovasculares. A classificação de risco é crucial para guiar as metas terapêuticas e as intervenções farmacológicas. Fatores como idade, sexo, tabagismo, dislipidemia, hipertensão e história familiar de doença cardiovascular precoce contribuem para essa estratificação. Neste caso, o paciente com DM2, ex-tabagista, IMC elevado, hipertensão limítrofe, dislipidemia e, principalmente, história familiar de doença coronariana precoce (irmãos < 55 anos submetidos a revascularização), é classificado como de 'Alto Risco' ou 'Muito Alto Risco' pelas diretrizes brasileiras. Essa classificação exige uma abordagem terapêutica agressiva para reduzir morbidade e mortalidade. As condutas terapêuticas incluem o controle rigoroso da pressão arterial (meta de PAS < 130 mmHg e PAD < 80 mmHg), controle glicêmico (meta de HbA1c < 7,0% para a maioria dos adultos, podendo ser mais ou menos rigorosa individualmente) e o uso de estatina para o controle da dislipidemia, independentemente dos níveis de LDL-C, devido ao alto risco. Fibratos são considerados para triglicerídeos muito elevados ou em associação, mas a estatina é a pedra angular do tratamento da dislipidemia para redução de risco cardiovascular.
Fatores que elevam o risco incluem idade avançada, tabagismo, dislipidemia, hipertensão, obesidade, sedentarismo e, crucialmente, história familiar de doença cardiovascular precoce.
Para pacientes diabéticos de alto risco, as metas são geralmente PAS < 130 mmHg e PAD < 80 mmHg, e HbA1c < 7,0%, podendo ser individualizadas conforme comorbidades e risco de hipoglicemia.
Estatinas devem ser iniciadas em praticamente todos os pacientes com Diabetes Mellitus Tipo 2, independentemente dos níveis de LDL-C, devido ao alto risco cardiovascular inerente à doença.
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